<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581</id><updated>2011-04-21T16:05:32.397-03:00</updated><title type='text'>The Mad Macrobiotic</title><subtitle type='html'>&lt;p&gt; &lt;b&gt; Pensamentos e histórias de um dos últimos caçadores de dragões macrobiótico de que se tem notícia &lt;/b&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-115431864384531065</id><published>2006-08-06T22:25:00.000-03:00</published><updated>2006-08-06T22:35:45.973-03:00</updated><title type='text'>15 minutos e 50 centavos</title><content type='html'>18:40h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba, tenho que sair agora.&lt;br /&gt;O horário marcado é às 19h no Shopping da Gávea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desagradado por me ver forçado a interromper uma de minhas mais inspiradas performances de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KepPoUEm7SI&amp;search=tunak%20tunak" target="_new"&gt;Tunak Tunak Tun&lt;/a&gt;, cato carteira, chaves e celular antes de passar pela porta de casa. Isso sob o olhar espantado dos meus pais, que tinham acabado de chegar de viagem e, após entrarem de surpresa no meu quarto, pela primeira vez se deram conta das incríveis habilidades cênicas do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito minutos depois, quase chegando no Rebouças, o celular toca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós estamos atrasadas uns 15 minutinhos, mas estamos saindo de casa agora, está bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pô. A primeira coisa que me veio à cabeça é que em 15 minutos dava para ter dançado o Tunak completo umas 4 vezes e meia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 11 e tanta da noite, sábado passado, na Lapa. Em meio a um dissenso (claramente injustificado) entre o show do glorioso Camisa de Vênus e o sambinha de raiz do Democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desesperadamente com fome. Ao cruzar com um daqueles botecos sujos da Rua Riachuelo, deparamo-nos com algumas coxinhas engorduradas que reluziam através da vitrine. Mas ela não foi capaz de seguir minhas valiosas recomendações macrobióticas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hum... quanto é??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendentemente, o atendente do bar olha para o relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, até algumas horas atrás era R$1,10. Mas agora é R$0,50.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda do que uma coxinha de 50 centavos, é uma coxinha de 50 centavos que começou o dia custando R$1,10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem desejarmos maiores detalhes sobre o assunto, emprestei minha moeda de 50 centavos para ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-115431864384531065?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/115431864384531065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=115431864384531065' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/115431864384531065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/115431864384531065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2006/08/15-minutos-e-50-centavos.html' title='15 minutos e 50 centavos'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-115308174544099181</id><published>2006-07-16T17:56:00.000-03:00</published><updated>2006-07-16T18:00:34.353-03:00</updated><title type='text'>O Bonequinho desistiu</title><content type='html'>Isto foi na época em que fui ver “A Chave Mestra” no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de ver este filme. Trata-se de um daqueles suspenses metidos a terror (ou o contrário) que beiram o insuportável. Tem-se de tudo que é mais convencional: “a menina boazinha que vai trabalhar de babá de velhinho na casa esquisita afastada da cidade”, “a velha mau-humorada e misteriosa responsável pela contratação da babá”, além do clássico “advogado bem-tratado da família da casa”, que é colocado ali puramente para ganhar a simpatia e confidência da pobre menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando a história para girar em torno destes 3 personagens no mesmo local durante 1 hora e meia (local este que nada mais é do que a sombria casa amaldiçoada que serve de abrigo à velhinha e seu adoentado esposo), o filme é completamente parado, sem sal e desinteressante, além de não ser capaz de dar um susto sequer na platéia. Se não fosse pela minha companhia na ocasião, teria facilmente ido embora na metade da sessão, me juntando à exibição de “Os Incríveis” que ainda ocorria na sala ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não o fiz e, para minha surpresa, o roteirista simplesmente se redimiu de todas as formas possíveis no final da história. Sério, aquele foi um dos finais mais sensacionais, surpreendentes e bem bolados que já vi em toda a minha vida! Os créditos começaram a subir e eu ainda estava ali sentado, de olhos arregalados e boca aberta, estupefato com a genialidade do responsável por desfecho tão magnífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viro-me para ela, já pronto para lhe contar de todo o estado de admiração em que me encontrava, quando a senhora sentada a 2 cadeiras da gente se levanta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus, mas que filme péssimo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego de surpresa por exclamação tão espontânea, sincera e indignada, cheguei a me esquecer por alguns instantes do que ia falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo que eu pudesse refletir sobre o ocorrido, o gordinho à nossa frente, que passou o filme inteiro mastigando um interminável saco de pipocas, também se levantou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Este é o pior filme que já vi nos últimos tempos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que um pouco desagradado com as opiniões contrárias à minha, realçadas pelas reações um tanto quanto enfáticas de ambos os espectadores, tentei retomar o meu ponto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, mas você não achou que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando então o garotinho atrás da gente, enfurecido, solta aquela que é a frase mais velha e batida de todas, aquela que, dentre as sentenças passíveis de serem desferidas contra um filme de terror, é certamente a mais desprezível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas esse filme era pra rir ou pra assustar?!?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa me rendi em definitivo e desisti de prestar qualquer elogio ao filme, suplantado e convencido pela unanimidade gerada pelos meus companheiros de sala de cinema. Ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcelo, você não ia falar alguma coisa??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahn, eu? Ah, nada não..... Filminho ruim, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-115308174544099181?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/115308174544099181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=115308174544099181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/115308174544099181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/115308174544099181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2006/07/o-bonequinho-desistiu.html' title='O Bonequinho desistiu'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-115248513173532915</id><published>2006-07-09T20:06:00.000-03:00</published><updated>2006-07-09T20:15:39.920-03:00</updated><title type='text'>De como a voz passiva não serve ao seu propósito</title><content type='html'>Era um sábado à tarde, eu prestes a ir a um churrasco de um amigo em Itaipava. Ressuscitado o bom e velho Palio, não era como se eu estivesse exatamente adiantado no quesito “horário” (lembrem-se que macrobióticos precisam forrar o estômago antes de ir a um evento de apreciação de carnes e cerveja como esse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma pessoa precavida e prudente, minha viagem é obviamente precedida de um abastecimento no posto, com direito a checagem de água e óleo e calibragem dos pneus e estepe. E foi exatamente quando os problemas começaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após a calibragem do estepe, no curto espaço de tempo entre sua armazenagem e a batida final do porta-malas, as chaves do carro simplesmente fugiram da minha mão de uma maneira extremamente engenhosa, sem que eu pudesse perceber ou levantar qualquer suspeita de tal comportamento. Esta suspeita só ocorreu no momento em que fui inutilmente tentar abrir a porta do motorista, tarefa esta que se torna deveras mais complicada quando as chaves se encontram trancadas no porta-mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, uma situação vergonhosa. Assim como no &lt;a href="http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/05/estradas-e-liberdade.html" target="_new"&gt;segundo post do blog&lt;/a&gt;, não vejo minhas glórias automotivas se materializarem como nas velhas músicas de rock ‘n’ roll. Saí a pé pelas redondezas do posto em busca de algum chaveiro que estivesse de plantão e pudesse ser capaz de arrombar a porta do meu carro, resgatando a chave rebelde. Detalhe que, enquanto isso, com o carro estatelado em frente ao calibrador, ninguém mais no posto calibrava pneus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha busca foi extremamente mal sucedida. Não tive outra opção senão apelar para a solução última, ligar para o seguro. Fui atendido pela simpática Sílvia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde, qual é o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, por alguma razão, senti uma súbita vergonha de toda a situação. Sim, tenho plena consciência de que a probabilidade de eu não conhecer Sílvia e de nunca vê-la em toda a minha vida é absurdamente alta. Mas, ainda assim, me vi sem-graça, sem saber como explicar a ela de uma maneira minimamente satisfatória como fui responsável por feito tão pouco grandioso como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando, em um repentino lampejo de esperteza e sabedoria, as palavras adequadas me vieram à cabeça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem Sílvia, o que aconteceu foi que o carro foi trancado e a chave estava dentro do porta-malas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sim, &lt;b&gt;“o carro foi trancado e a chave estava dentro do porta-malas”&lt;/b&gt; !!!&lt;br /&gt;Quanta perspicácia, quanta sagacidade!&lt;br /&gt;O contexto adverso era incrivelmente contornado através da utilização da propriedade básica da voz passiva, que realça o OBJETO da ação, e não o SUJEITO! (dá-lhe aulas de português da 7a série)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para a minha surpresa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá... OK senhor Marcelo, então o que ocorreu foi que o senhor trancou o carro com a chave dentro, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, desanimado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, ou isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico aqui me perguntando por que os grandes gramáticos criam as regras do Português, já que as pessoas depois teimam em não respeitá-las.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-115248513173532915?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/115248513173532915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=115248513173532915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/115248513173532915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/115248513173532915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2006/07/de-como-voz-passiva-no-serve-ao-seu.html' title='De como a voz passiva não serve ao seu propósito'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-115182561251371994</id><published>2006-07-02T21:42:00.000-03:00</published><updated>2006-07-02T22:38:15.450-03:00</updated><title type='text'>Brasil x Croácia</title><content type='html'>Naquele dia o pessoal do meu trabalho começou a sair por volta das 15h. Como não estava com a menor vontade de ficar pegando engarrafamento ou me esmagando no metrô por causa de um jogo do Brasil que nem ver eu ia, decidi ficar por lá mesmo, lendo algumas coisas e fingindo ser este um dia completamente normal. (nota para os desavisados: eu odeeeeeio futebol...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha academia estaria aberta novamente a partir das 18h, então decidi sair do trabalho direto para lá. Quando eram 19:30h, aprontei minhas coisas e fui para o metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o trem chegou, UMA MARAVILHA! Os vagões estavam ABSOLUTAMENTE VAZIOS, eu podia me dar ao luxo de escolher o assento que quisesse, de me esparramar à vontade! Era a primeira vez que presenciava tal cena neste horário em um dia de semana. Nunca a viagem do Centro até a Tijuca havia sido tão prazerosa e agradável. Ei, até que a Copa do Mundo não era tão abominável assim, e também tinha lá seus lados positivos. Pasmem, o ocorrido afetou minha cabeça a ponto de eu cogitar minha desafiliação da comunidade "Odeio Copa do Mundo" do Orkut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chego na academia, encontro a grade levantada e as luzes apagadas. FECHADA! Olho para a esquina e vejo uma das principais ruas da Tijuca também fechada, ocupada por um enxame desses novo-patriotas da Copa que tomaram o país desde o início do mês passado. Alguns dias depois falei com o Leo, dono da academia, que me contou que eles de fato tentaram abrí-la, mas que o pessoal do &lt;a href="http://www.alzirao.com.br" target="_new"&gt;Alzirão&lt;/a&gt; entrou na rua fazendo algazarra, brigando, sujando a calçada e mijando na porta dos prédios. A PM recomendou que, por questões de segurança, eles não abrissem o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a odiar a Copa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras que não estou particularmente triste com a derrota do Brasil para a França. Aliás, tento até, com certo ar de vergonha, esconder uma ponta de felicidade. Posso listar aqui infindáveis razões para tanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O país volta à normalidade com uma semana de antecedência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A Rede Globo não vai ficar enchendo o nosso saco daqui a 4 anos com o mote de que "o povo brasileiro precisa do hepta". Será que ninguém percebe que este maldito ciclo não acaba nunca? Não é como se existisse uma quantidade-limite de campeonatos mundiais que uma dada seleção pudesse ganhar, e você simplesmente passasse a ser um &lt;i&gt;hors-concours&lt;/i&gt; a partir de um determinado momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Vocês já perceberam como os títulos das conquistas do Brasil soam cada vez piores à medida que a seleção vai ganhando campeonatos? Em 2002, eu já tinha achado péssimo que dali a 4 anos estaríamos em busca do HEXA. Mas depois dele vêm o HEPTA, o OCTA... e o ENEA! Convenhamos que ficar só com o TRI soa muito melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Não vou precisar mais olhar para a cara do Parreira, do Robinho ou do Ronaldinho na 1a página dos jornais todos os dias às 7:30h da manhã. Se pelo menos "a paixão nacional" fosse o tênis feminino... E olha que torneio do Grand Slam tem o ano inteiro, todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, vejam só, ainda vou poder ir na academia na 4a feira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-115182561251371994?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/115182561251371994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=115182561251371994' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/115182561251371994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/115182561251371994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2006/07/brasil-x-crocia.html' title='Brasil x Croácia'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-112467531946428652</id><published>2005-08-21T23:04:00.000-03:00</published><updated>2005-08-22T00:09:57.700-03:00</updated><title type='text'>Relatos de uma rave</title><content type='html'>- Sabe uma coisa que nunca entendi direito? Essa de ficar usando óculos escuros em rave... sei lá, às 4 da manhã já não está escuro o bastante?&lt;br /&gt;- Ih, isso é por causa da bala... quando você usa, suas pupilas dilatam, e com isso esse jogo de luzes pode agredir o olho se você não estiver de óculos...&lt;br /&gt;- Ah bom... Então toda essa galera que está aí de óculos escuros está usando substâncias?&lt;br /&gt;- É... ou às vezes está só tirando onda.&lt;br /&gt;- Ah, na próxima rave na certa que vou levar meus óculos escuros, só para tirar onda de surtado também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou melhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, me empresta o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;---------- Tunti-tunti-tunti-tunti ----------&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 5 etapas do surto economista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;b&gt;Você pula.&lt;/b&gt; Luzes, pessoas como você pulando junto à sua volta, momento feliz!&lt;br /&gt;2. &lt;b&gt;Frio.&lt;/b&gt; O calor humano dos outros milhares de alucinados não é suficiente, você sente frio, muito frio. Cruza e se protege com os braços, só que a etapa 1 ainda não acabou, você também pula, pula sem parar. Pulos ininterruptos com os braços cruzados, quase uma nova coreografia.&lt;br /&gt;3. &lt;b&gt;Debate econômico.&lt;/b&gt; São 4 e meia da manhã de sábado e você passa a falar compulsivamente sobre regressões simples, múltiplas, contas nacionais, as 3 metodologias de cálculo do PIB. Em uma típica e calorosa discussão do economista da PUC com a economista da UFRJ, são discutidas as influências neoclássicas sobre o pensamento de Keynes... Para minutos mais tarde se darem conta de que, na verdade, os neoclássicos vieram décadas depois de Keynes.&lt;br /&gt;4. &lt;b&gt;Entrincamento.&lt;/b&gt; O corpo entrinca, os músculos se contraem, nervosismo, ai de quem estiver com os braços perto, potencial alvo de apertos e beliscões.&lt;br /&gt;5. &lt;b&gt;Arrependimento.&lt;/b&gt; Em uma etapa mais do que conhecida pelos bêbados, você senta, diz que nunca mais vai fazer isso novamente, tá, onde vende pirulito? (EEEEEIIIII, esse é igual ao que vendia no meu colégio!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;---------- Tunti-tunti-tunti-tunti ----------&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 10 da manhã, seu amigo já sentado na grama, esperando os efeitos alucinógenos passarem, ao mesmo tempo em que discorre compenetradamente sobre os impactos antagônicos que balas e doces têm sobre o estado mental das pessoas (em um complexo discurso que já se arrastava há pelo menos 1 hora). Antes de ir embora, um último conselho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, só uma coisa, se na volta para casa você começar a ver carneirinhos cruzando a Av. das Américas em frente ao seu carro, não acelera! Eles não são de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;---------- Tunti-tunti-tunti-tunti ----------&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 11 da manhã, tomando café da manhã na padaria em frente aos bombeiros. Na verdade um suco de laranja estritamente natural, sem adição de açúcar e conservantes. Pois não é porque você veio de uma rave que não vai se preocupar com a saúde. Logo depois de derramar acidentalmente metade da garrafa em cima da lixeira na qual estávamos comendo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caramba, ele estava alucinadão mesmo.&lt;br /&gt;- Não é para menos, misturar bala com LSD é dose...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sendo veementemente repreendido pela minha interlocutora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ssssshhhh! A gente está no meio de uma padaria, olha, tem uma criança comendo coxinha atrás de você! Não é para falar essas coisas por aqui, foi por isso que inventaram essas metáforas, use bala, doce!&lt;br /&gt;- Ih... É verdade, isso que dá ficar misturando bala com doce, não pode fazer essas coisas, é para ficar mal a noite inteira mesmo, açúcar demais... E ainda vai ficar cheio de cárie depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bahia, o mestre do despistamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;---------- Tunti-tunti-tunti-tunti ----------&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio-dia, chegando em casa, minha mãe lendo jornal no sofá da sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí filho, cansado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como, mesmo sem dormir, a gente não pode dar razão à mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que não, olha para mim, tô pronto para outra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para provar, ainda na porta, volto a dançar da mesma maneira que há algumas horas atrás, aquela típica coreografia que só faz sentido quando você está no gramado em meio a milhares de dopados ao som de música eletrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá Marcelo, a vizinha pode passar aí, fecha essa porta e vai dormir, vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-112467531946428652?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/112467531946428652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=112467531946428652' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/112467531946428652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/112467531946428652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/08/relatos-de-uma-rave.html' title='Relatos de uma rave'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-112282667094641982</id><published>2005-07-31T23:42:00.000-03:00</published><updated>2005-08-14T13:22:20.610-03:00</updated><title type='text'>Agendas</title><content type='html'>Quem não se lembra daquelas agendas antigas super-bacanas que mostravam uma série de datas (inutilmente) especiais, como Dia do Tintureiro, Dia do Eletricista, Dia Internacional do Jovem Trabalhador? Com certeza todo mundo já teve uma dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando surgiram, ainda nos tempos do colégio, eram uns dos maiores baratos. Através delas nós, meros pré-adolescentes, podíamos nos dar conta de toda a nossa imensa ignorância em relação a datas como essas, tão importantes para o desenvolvimento e prosperidade da humanidade como a conhecemos. Não me interpretem mal, não digo isso querendo desmerecer todos os eventuais tintureiros, eletricistas e jovens trabalhadores leitores do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia tudo isso pode soar até bobo, dada toda a difusão destas agendas formidáveis entre a molecada atual, mas naquele tempo era extremamente fascinante descobrir que, veja só, 26 de abril é, não só o Dia do Engraxate, mas também o Dia do Goleiro! Essa data eu não consegui esquecer até hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, em uma certa aula de Português da 5a série, em que entre uma oração coordenada e outra subordinada reinava a mais completa monotonia, 2 coleguinhas de mesas vizinhas à minha divertiam-se com uma dessas agendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ooolha, sabe que dia é hoje??&lt;br /&gt;- Não, qual ?!?!&lt;br /&gt;- Dia do Metalúrgico!!&lt;br /&gt;- Pô, que legal!! Mas o que é um metalúrgico, você sabe?&lt;br /&gt;- Ah, não, mas olha, não é só isso, hoje também é Dia da Latinidade!!!&lt;br /&gt;- Que maneeeiro!!!! Mas e latinidade, você sabe o que é??&lt;br /&gt;- Hum, não....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após tais incríveis descobertas, o segundo garoto tira a agenda da mão do primeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos ver o que são nossos aniversários! Olha, olha o meu... Dia da Igualdade da Mulher!&lt;br /&gt;- Uau! Olha o meu aí, 13 de julho...&lt;br /&gt;- Pera... Olha, Dia Mundial do Rock!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que massa! Naquela época eu nem sabia que o rock tinha um dia mundial só para ele! Isso parecia divertido, eu também queria entrar na brincadeira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pô, olha o meu aí também, 10 de dezembro!!&lt;br /&gt;- Deixa eu ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coleguinha, assim que chegou na página do 10 de dezembro, desandou a rir. O garoto chegou a ficar vermelho feito um pimentão em plena sala de aula. E quando mostrou a agenda para o segundo, eram dois quase caindo da cadeira. Eu, perspicaz como sempre, já desconfiava que havia alguma coisa errada com o dia do meu aniversário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto, rindo horrores ainda, finalmente me passou a agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“10/12... DIA DO PALHAÇO” !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E minha incrédula expressão facial foi mais um motivo para meus amiguinhos cairem ainda mais na gargalhada. Fui tomado por uma revolta sem precedentes. Com 365 dias para escolher, não era possível que eu nascesse justamente no Dia do Palhaço. Eu, que já não era muito satisfeito com o dia de meu aniversário (é muito perto do Natal, e por isso eu só ganhava um presente por ano da maioria das minhas tias distantes), fiquei ainda mais inconformado. Absolutamente inaceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu trauma foi tão grande que cheguei inclusive a fazer novas pesquisas sobre a data, e descobri que esse era também o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como o Dia Internacional dos Povos Indígenas. Ambos mais importantes do que qualquer palhaço que você vê por aí. Também foi o dia de nascimento da escritora Clarice Lispector, em uma daquelas cidades de nome impronunciável na Ucrânia. Mas tudo isso era inútil. Como muitas coisas na vida, a primeira impressão é a que fica, e eu seria até o fim da 5a série o cara que nasceu no Dia do Palhaço. Malditas agendas que vangloriavam palhaços, em vez dos merecidos índios ou dos nossos próprios direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras que hoje em dia nada me faz abrir mão do calendário do Word, um que com certeza não vai zoar com a minha cara, colocando palhaços no lugar de honra de suas páginas do 10 dezembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-112282667094641982?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/112282667094641982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=112282667094641982' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/112282667094641982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/112282667094641982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/07/agendas.html' title='Agendas'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-112224446977534844</id><published>2005-07-24T22:29:00.000-03:00</published><updated>2005-07-24T22:28:03.976-03:00</updated><title type='text'>Telefones - parte II</title><content type='html'>Em uma terça-feira qualquer, às 10 e pouco da noite. Eu já quase indo dormir. O telefone toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Riiiiiiing..... Riiiiiing.....&lt;br /&gt;(notem, mais uma vez, a partir das minhas formidáveis simulações de campainhas de telefone, como o toque do aparelho do meu quarto é TOTALMENTE diferente do de meu trabalho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô.&lt;br /&gt;- Alô, Marcelo?&lt;br /&gt;- Sim, é ele.&lt;br /&gt;- Oi Marcelo!! Aqui é Lidiane!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estava meu cérebro, já tão acostumado a trabalhar em decalésimos de segundo sob a pressão do telefone, revirando gavetas em meio a sinapses e mais sinapses, tentando se lembrar quem diabos era Lidiane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o cérebro de Lidiane também era igualmente rápido, e mesmo esses decalésimos de segundos de silêncio já foram suficientes para gerar impaciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcelo! É Lidiane! Lidiane, de Friburgo!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio, aliado agora a uma pitada de desespero)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céus, eu não sabia quem era Lidiane, muito menos a Lidiane de Friburgo! O pior é que nos últimos tempos eu fui umas 3 ou 4 vezes a Friburgo, e todas eram ocasiões de festas e churrascos, daquelas em que você conhece até a amiga da namorada do primo do vizinho do seu colega de turma. Por mais que esse não fosse um nome exatamente comum, era altamente provável que em uma dessas festas eu tenha, de fato, conhecido uma Lidiane. E ela lá, íntima o suficiente para me ligar depois das 10 da noite (olha que meu horário-limite para telefonemas durante a semana é ainda mais rígido, 9 e meia no máximo), e eu sem nem saber quem era aquela pessoa. Para quebrar um pouco do silêncio, não tive outra saída senão adotar a infame tática do &lt;i&gt;er&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Er... bem... Lidiane... er...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pfff, esse lance do &lt;i&gt;er&lt;/i&gt; NUNCA dá certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas seu pilantra safado duma figa, como assim você não se lembra de mim?!?!??!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, ainda sem compreender a gravidade da situação, pensava que poxa, tremendo exagero, tudo bem que eu não me lembrava dela, mas isso também não fazia de mim um baita pilantra safado duma figa. Para mim não tem nada mais ofensivo do que, além de ser safado, ser também um safado duma figa. Na 2a série primária isso era um dos mais graves xingamentos que um coleguinha podia usar contra o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, peço mil desculpas, mas eu não me lembro de você, de onde mesmo a gente se conhece? – eu, inutilmente, tentando imprimir um tom conciliador, ao mesmo tempo em que procurava ganhar tempo para realmente me lembrar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rããããããããããããããããn .!.!.!.!.! (o som e o tom de fala emitidos pela Lidiane nesse momento são intraduzíveis para a linguagem textual) COMO ASSIM ???? Depois da festa da Vânia (“Vânia? Que Vânia?? Eu não conheço nenhuma Vânia!!” – pensava), e de todo o resto do final semana, você ainda tem a cara-de-pau de se fazer de desentendido?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aaaaah, era isso. O Marcelo ficou com a Lidiane na festa da Vânia, deitou e rolou com ela no restante do final de semana, e agora ela estava, como era de se esperar, cobrando um mínimo de reconhecimento. Compreensível. Eu realmente só esperava que esse Marcelo não fosse eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- MAR-CE-LO ROCHA, que palhaçada é essa ?!?!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aaahhh !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiração aliviada... E boca cheia para falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha Lidiane, você me desculpe, mas meu nome não é Marcelo Rocha... você ligou para o Marcelo errado, eu sou Marcelo Bahia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora eu já estava morrendo de rir. Por dentro, é óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ãããããããn... (uma expressão tão esquisita quanto o “Rãããn” de um minuto atrás. A Lidiane é realmente muito boa nisso) Ai meu Deus, me desculpa, me desculpa!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, relaxa... (Por mais que para mim “safado duma figa” seja uma ofensa quase que imperdoável, eu estava no clima de relevar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, ai meu Deus, esse é o xxxx-xxxx?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, é esse mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, eu devo ter pego o telefone errado, desculpa, desculpa... Desculpa mesmo... (Nossa, eu não ouvia tantas desculpas em uma frase só desde as aulas da Clementina no São Bento... A Clementina era uma professora de português super-simpática que tinha mania de desculpas, era daquelas que pedia desculpas até quando dava nota baixa para a gente na prova)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, não precisa ficar sem jeito, esse tipo de coisa acontece com todo mundo, toda hora... (Hehehe, até parece! Ei, eu só estava querendo ajudar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que ela estava definitivamente sem jeito, e acabou se enrolando mais ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, mas você deixa isso pra lá, né? Ah, quem sabe a gente até não bate um papo dia desses, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô... Claro, claro, por que não? (como vocês vêem, decidi adotar a mesma tática da vendedora do sinal do &lt;a href="http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/03/dilogos.html" target="_new"&gt;Diálogos&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, que bom, que bom! Até logo, Marcelo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se passaram 2 meses, e Lidiane nunca mais ligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humpf, e depois reclama do Marcelo Rocha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-112224446977534844?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/112224446977534844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=112224446977534844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/112224446977534844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/112224446977534844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/07/telefones-parte-ii.html' title='Telefones - parte II'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-112164874844324262</id><published>2005-07-17T22:14:00.000-03:00</published><updated>2005-07-17T22:14:40.130-03:00</updated><title type='text'>Telefones – parte I</title><content type='html'>Porque meus problemas com telefones não se resumem ao celular estragado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma certa tarde, no trabalho. O telefone toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Triiiiiim..... Triiiiiim.....&lt;br /&gt;(reparem na minha incrivelmente perfeita e realista simulação de campainha de telefone)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcelo.&lt;br /&gt;- Alô, Marcelo? Aqui é a Michelle...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um daqueles impressionantes arroubos mentais que duram apenas alguns milissegundos, antes mesmo que a Michelle fosse capaz de completar a frase, meu cérebro apressadinho já foi capaz de juntar as peças e chegar à sua brilhante conclusão... óbvio que era ela! A voz era idêntica à da minha amiga Michelle, lá do curso de inglês do Méier. Ela inclusive tinha aquele meu telefone! Não restava dúvidas, e reagi como era de se esperar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- FAAAAALA MICHELLE !!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela segue...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... da PR Newswire Brasil, nós estamos contatando alguns analistas de mercado, para saber se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não era a Michelle, e muito menos uma ligação pessoal. Nessa hora eu não sabia onde esconder minha cara (até porque minha mesa também não é um ambiente exatamente propício para tal). A telefonista da companhia deve no mínimo ter pensado que no meu banco só há loucos, que cumprimentam desconhecidos no telefone com enfáticos “FAAAAAALA”. Mas como ela foi compreensiva o suficiente para prosseguir o diálogo como se nada de anormal houvesse acontecido, optei por adotar o mesmo procedimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único problema nisso é que ao redor de mim sentam uma meia dúzia de pessoas que já tinham ouvido a minha calorosa saudação, e estariam prontas para zoar com a minha cara caso se dessem conta da aparente "seriedade" da ligação. Ou seja, além de dar seqüência ao diálogo com minha querida Michelle normalmente, eu ainda teria que fazê-lo de forma que meus companheiros não percebessem que aquela conversa era, de fato, profissional. Vejam como, com muito custo e um pouco de artimanhas e jogos verbais, consegui não mencionar em nenhum momento empresas ou setores que acompanho diariamente, muito menos nada estritamente ligado ao banco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcelo, você estaria interessado em receber nossas informações corporativas?&lt;br /&gt;- Claro, Michelle. (Denotada ênfase no chamar pelo nome, uma efusiva demonstração do meu grau de intimidade com a interlocutora)&lt;br /&gt;- Mas quais setores você acompanha, e gostaria de receber essas informações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem na cruel “pergunta-armadilha”, que fala justamente de setores, ao mesmo tempo em que não pode ser respondida com um “sim” ou “não”. Solução: rebater com uma nova pergunta, é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quais você tem disponíveis aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta perfeitamente cabível em uma conversa com uma amiga sua. Nós poderíamos muito bem estar falando de coisas cotidianas, como cores de cuecas ou os possíveis sabores dos bolos da festa junina que estávamos organizando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Praticamente todos... Mineração, siderurgia, telefonia, petróleo e gás, bancos, transportes, logística...&lt;br /&gt;- Hum, gostaria desses três últimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAÍDA SENSACIONAL! Revela minha clara preferência na lista de opções supostamente mencionada pela minha amiga Michelle. Tudo bem que eu nem chegue perto do setor de logística, mas nem tudo é perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OK, então vou lhe cadastrar aqui. A maioria das nossas informações é repassada por e-mail, tudo bem?&lt;br /&gt;- Claro, pode me mandar por e-mail. (Porque não há nada mais normal do que mandar listas de cores de cuecas e sabores de bolos por e-mail)&lt;br /&gt;- OK, uma boa tarde Marcelo.&lt;br /&gt;- OK, até logo. (Mais um definitivo sinal de intimidade, sinalizando a brevidade de meu próximo encontro com minha amiga)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só espero que ninguém do trabalho acesse secretamente este blog, do contrário todo o meu esforço terá sido em vão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-112164874844324262?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/112164874844324262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=112164874844324262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/112164874844324262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/112164874844324262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/07/telefones-parte-i.html' title='Telefones – parte I'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111526155918191901</id><published>2005-05-05T00:34:00.000-03:00</published><updated>2005-05-05T00:32:18.646-03:00</updated><title type='text'>Rateio para o Bahia comprar uma bateria</title><content type='html'>O meu aviso do post anterior continua valendo. Mas devido à minha complicada situação com a bateria estragada do celular, meu amigo Carrilho teve a iniciativa de fazer uma campanha tão nobre e sincera que não pude deixar de divulgá-la no blog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Para os que ainda não estavam por dentro dos acontecimentos: as menções à Polícia Federal estão aí porque a empresa em que trabalho esteve por meses metida em um conflito societário com direito à primeira-página de jornais, devassas da Polícia Federal e inquéritos policiais. Calma, calma, não tenho nada a ver com isso! Minha área não tem ligação alguma com a que se meteu nessas confusões :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;From: Leonardo Carrilho &lt;br /&gt;To: bahia2112 ; pedro_franca ; felipe-art ; rjrizzo &lt;br /&gt;Sent: Tuesday, May 03, 2005 2:16 PM&lt;br /&gt;Subject: FWD: AJUDEM O BAHIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês sabem o quanto odeio Forwards e correntes. Mas o caso é grave. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de sofrer uma "dura" nas mãos da Polícia Federal, nosso pobre Bahia foi vítima de um grande azar: o fenômeno conhecido como "tecnologia-que-odeio-e-que-me-deixa-na-merda-quando-mais-preciso", já muito comum entre a população mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, desesperado e depauperado, ele tenta conseguir a todo custo alguém de boa alma que lhe empreste uma bateria, já que a Polícia Federal, essa instituição decadente e bárbara, fez um "rapa" em tudo o que ele tinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que desolador, ele teve que apelar publicamente para que alguém socializasse com ele a bateria, o que a meu ver é tocante. Por isso, meus caros, de coração contrito, proponho fazer uma "vaquinha" para comprar uma nova bateria pro celular do Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui minha humilde contribuição social, esperando que todos possam compartilhar do mesmo espírito solidário que norteia minha atitude. Vale lembrar, como toda boa corrente, que quem não repassar nem colaborar vai ter sete anos de azar, tomar uma dura da polícia, além de perder a bateria do celular, sofrendo assim com os mesmos infortúnios da vida inflingidos ao nosso amigo. Se parecer pouco, você ainda vai ser carcado por um negão fedorento, como nos RPGs do Pulga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. Sacanagens a parte, Bahia, meus telefones são: xxxx-xxxx(casa) e zzzz-zzzz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrilho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem nunca precisou de nada que atire a primeira bateria..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From: "Marcelo Bahia"&lt;br /&gt;To: xxxxxxxxx&lt;br /&gt;Subject: O dia em que a bateria do meu celular parou &lt;br /&gt;Date: Mon, 2 May 2005 23:47:42 -0300&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Hoje a bateria do meu celular, que já estava dando chilique há algum tempo e vivia desligando sem razão, resolveu bater as botas e meu celular parou de ligar, foi pro espaço de vez, provavelmente em busca do misterioso Planeta das Borrachas. Portanto, perdi os telefones de todo mundo... Quem puder me mandar seus telefones novamente, por favor sinta-se à vontade!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E esse email também é para não assustar quem tentar me ligar e vir que meu celular só anda desligado (tudo bem que sempre achei que o mundo era bem mais feliz na época em que não existia celular, mas também não é pra tanto). Então agora pra falar comigo só ligando à noite pra minha casa. Mas se for um assunto mais urgente, pode ligar pro meu telefone lá no banco: xxxx-xxxx&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ainda não sei quando vou resolver esse lance da bateria, mas o que poderia até ajudar em um momento crítico como esse seria achar alguém com um celular igual ao meu, que possa me emprestar a bateria para que eu faça um backup dos meus telefones... o meu modelo é o "Nokia podrão", aquele modelo mais barato que vendia até o ano passado, alguém pode me ajudar? (Roberta, Roberta.... eu sei que vc tem um cel igual ao meu!!)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abraço pra quem é de abraço e beijo pra quem é de beijo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Marcelo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111526155918191901?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111526155918191901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111526155918191901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111526155918191901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111526155918191901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/05/rateio-para-o-bahia-comprar-uma.html' title='Rateio para o Bahia comprar uma bateria'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111499584822352741</id><published>2005-05-01T22:15:00.000-03:00</published><updated>2005-05-01T22:11:22.380-03:00</updated><title type='text'>Fora do ar</title><content type='html'>Pessoal, não devo acessar Internet direito pelos próximos 2 meses, então não esperem mais atualizações neste blog até pelo menos o início de julho. Houve uma ziquezira com minha monografia de final de curso e agora vou ter que me enfiar numa redoma muito sinistra para tentar conseguir entregar isso no prazo... se quiserem falar comigo não me mandem scraps ou comentários no blog, me liguem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em julho ressurjo das cinzas novamente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111499584822352741?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111499584822352741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111499584822352741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111499584822352741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111499584822352741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/05/fora-do-ar.html' title='Fora do ar'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111439683853559716</id><published>2005-04-24T23:40:00.000-03:00</published><updated>2005-04-24T23:50:33.650-03:00</updated><title type='text'>Muito melhor do que a Bienal</title><content type='html'>Essa é uma dica que, infelizmente, não será útil aos leitores “estrangeiros” do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está rolando naquele largo na Cinelândia (cujo nome não sei... é até provável que seja “Largo da Cinelândia” mesmo) aquela tradicional feirinha de livros usados, em que alguns dos melhores sebos da cidade montam pequenos estandes no meio da rua. De 2a a 6a, o movimento começa lá pelas 9 da manhã e se estende até 8 da noite. Nos sábados, a feira termina mais cedo, por volta das 3 da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, esses cerca de 30 estandes é que constituem o grande evento de venda de livros da cidade. Isso mesmo, não fique aí pensando, ingenuamente, que a Bienal do Livro é o verdadeiro “ó do borogodó” do assunto (por alguma estranha razão essa expressão sempre me lembra professoras de História da 7a série). Então você pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ei, por que a feira da Cinelândia é tão bacana?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, primeiro vamos ver porque a Bienal NÃO é bacana. Em primeiro lugar, com tantas livrarias gigantescas e confortáveis como Saraivas Megastores por aí, que têm inclusive pequenas poltronas para você ler o livro todo nas horas de almoço sem pagar, a verdade é que você já consegue achar todos os livros que vão estar na Bienal entrando em apenas 2 ou 3 grandes lojas da cidade. Outra, a Bienal é no Riocentro. Isso quer dizer que ela é longe. Depois da Barra, no meio do &lt;a href=" http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/03/volta-para-casa.html" target="_new"&gt; pântano&lt;/a&gt;. E é cheia, barulhenta, além de ter um estacionamento que custa os olhos da cara (embora você, em vez de cometer tamanho ato de auto-flagelamento, possa também pagar em dinheiro). Além da gasolina que você gasta a mais para chegar lá, em meio a tanta lama e jacarés no meio do caminho, bem como postos de gasolina em que a gorjeta, pasmem, é 2 (!!) reais, o dobro da gorjeta-padrão do resto da cidade. Convenhamos, é muito melhor comprar livros pela Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois pasmem ainda mais... a gorjeta que você vai deixar com o cara do posto no meio do caminho é o preço de muitos dos livros da Feirinha de Livros da Cinelândia (que de agora em diante passará a se denominar FDLDC). Quase todos os estandes da FDLDC possuem uma seção especial em que &lt;i&gt;qualquer livro custa X reais&lt;/i&gt;, em que X é 1,2,3,4 ou no máximo 5 reais. Garimpando um pouco, você acha verdadeiras pérolas. Por exemplo, em um dos estandes essa seção era dominada por livros de auto-ajuda em espanhol da década de 70. É sério, acreditem em mim. Em outro, encontrei um livro técnico de Economia em inglês, importado, com aquele “papel bom” e capa dura: “Projeções a partir de análise de séries temporais”. Análise de séries temporais é uma coisa que a gente costuma aprender no 3o ano do curso de Economia. Quase todos os livros sobre o assunto que se encontram por aí são importados e não custam menos de 100 reais. Este livro parecia muito bom e continha alguns artigos de professores de universidades da Inglaterra e Austrália. Preço: &lt;b&gt;5 reais&lt;/b&gt;. Só não comprei porque tinha certeza que, no final das contas, não ia ler mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, fala sério Marcelo, por acaso passei lá dia desses, a única coisa que vi foram um bando de barraquinhas de madeira vendendo uma porção de livros velhos... maior tosqueira, praticamente um camelódromo literário”... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... não, Não, NÃO !!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor da FDLDC é justamente isso. Ao contrário da Bienal, na qual você vai achar exatamente os mesmos livros da livraria da sua esquina, ali você encontra um bando de coisas que simplesmente não são mais editadas, e a preços ridiculamente baratos. Um dos estandes estava vendendo uma coleção completa com 17 livros adultos do Monteiro Lobato, todos com aquela capa-dura mega-trabalhada antiga. 120 reais. Isso mesmo. Faça as contas, são 7 reais por volume. É quase o preço que você pagava por livro naquela coleção de clássicos furreca que vinha com o jornal O Globo. Nunca li nenhuma das obras adultas do Monteiro Lobato (mal li as infantis), mas tive a maior vontade de comprar só para fazer companhia à minha coleção do Machado de Assis, também de capa-dura e super-bacana, comprada pelo meu avô há mais de 40 anos com um mascate perambulante que passou uma vez por Muriaé (isso mesmo, mordam-se de inveja, eu tenho uma coleção do Machado de Assis comprada de um mascate perambulante na década de 60)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que não resisti e, apesar de estar passando por um período de séria contenção de gastos (malditos ladrões de carros e chapéus de carnaval), em poucos minutos comprei 3 livros. Sem querer, passando por uma seção de &lt;i&gt;tudo por 3 reais&lt;/i&gt;, vi um livro de trovas de um tal Onildo de Campos, que nunca ouvi falar. A capa já me agradou: “-Por que matar um poeta/se é irmão de Deus, quer viver?!/- Porque a morte, analfabeta,/seus versos não sabe ler!”. Folheei rapidamente o interior, também era legal. Comprei. Bolas, era só não comer sobremesa no almoço por 2 dias que eu pagava o livro. Ainda ganhei de brinde uma dedicatória manuscrita do próprio autor, datada de 1989. Coisas que só a FDLDC faz por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor ainda estava por vir. Eu estava quase indo embora, já praticamente na porta de saída (ou seja, no final do corredor dos estandes), quando vejo em uma das estantes, meio que de relance, 2 livros antigos do Mário Quintana, desses que você dificilmente vê por aí hoje em dia. Meu rosto brilhou (OK, meu rosto não brilhou nada. Eu só arregalei os olhos, que é o que sempre faço nessas situações. E, lamentavelmente, em um monte de outras). A decisão de comprá-los já estava feita no mesmo momento em que meus olhos cruzaram com eles. Paguei-os com satisfação e lá fui eu almoçar, feliz e contente, em companhia de “seu Quintanão”, como diria meu amigo Rizzo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicando: lá nos idos do 2o grau, em um dia que meu pai foi me buscar no &lt;a href=" http://www.csbrj.org.br" target="_new"&gt;São Bento&lt;/a&gt; por sei lá que razão, o Rizzo estava comigo. Ele nunca havia conhecido ou encontrado com meu pai na vida. Estávamos nós 3 conversando, conversa vai, conversa vem, e então meu pai dá a deixa para irmos embora. O Rizzo mora perto da São Francisco Xavier, é praticamente meu vizinho, e obviamente ia fazer bom uso de uma carona. Então dirigiu-se ao meu pai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então, rolaria uma carona, er ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em seguida virou-se para mim, interrogativo, com aquela típica cara de &lt;i&gt;Bahia, me salva!&lt;/i&gt;. Desde o início da conversa ele não sabia o nome do meu pai! O problema era que agora ele já havia dado um tom na frase que dava a entender que ela teria continuação, não havia como fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei ser prestativo, falando o nome do meu pai com os lábios. Só que o Rizzo caiu no azar de o nome do meu pai ser “Ismail”. Não tem porteiro ou telefonista de empresa de cartão de crédito que acerte o nome dele. Logo, não ia ser através de leitura labial que o Rizzo ia acertar. Como nosso “pequeno silêncio” já estava tomando algum tempo, meu amigo não teve outra saída senão prosseguir, apelando para seu próprio plano de emergência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então, vai rolar uma caroninha né... &lt;i&gt;"seu Bahião"&lt;/i&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso nem dizer que esse episódio entrou definitivamente no “folclore” das histórias da galera. Mesmo aqui em casa, quando o nome do Rizzo é mencionado, ela é sempre lembrada. E é claro que, nas outras vezes em que meu amigo e o “seu Bahião” se encontraram, meu pai, sendo quem é, teve que sacanear o coitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estou eu mudando de assunto de novo... Bom, mas a moral da história é essa (isso mesmo, deixo ao gosto do leitor interpretar esse &lt;i&gt;essa&lt;/i&gt; como bem entender).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, agora trago a revelação chocante: você acha que para fazer um post desses eu passei algumas muitas horas na FDLDC??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso. Passei apenas uns 20 minutos, espremidos em um de meus horários de almoço da semana passada. Sim, tudo que relatei acima adveio de uma visita de apenas 20 minutos! O que prova a riqueza de tal programa. Até eu tenho que reservar um dia para ir lá com mais calma, algo que devo fazer em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FDLDC vai até dia 17 de maio. Aproveitem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111439683853559716?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111439683853559716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111439683853559716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111439683853559716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111439683853559716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/04/muito-melhor-do-que-bienal.html' title='Muito melhor do que a Bienal'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111378562307727316</id><published>2005-04-17T22:10:00.000-03:00</published><updated>2005-04-17T22:09:39.666-03:00</updated><title type='text'>Surpresa</title><content type='html'>É isso mesmo. O blog não vai ser atualizado hoje. Não sentei com meu companheiro Bloco de Notas em nenhum momento dessa semana. Mas calma, antes que você &lt;i&gt;”vá embora, vá embora daqui”&lt;/i&gt; (Robin, “Filme do Bátiman”, 1980), resolvi colocar abaixo mais alguns versos do meu arsenal de trovas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Que a ausência que dói no peito&lt;br /&gt;de uma pessoa querida&lt;br /&gt;Não pegue a gente de jeito&lt;br /&gt;Nem faça a vida sofrida&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto foi escrito há pouco tempo atrás, em um dia em que tive que lidar com a morte de um conhecido meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, é curioso como versos ajudam a gente a passar por cima desses momentos. Foi só então que entendi o motivo de 70% das poesias do mundo falarem sobre tristeza. Mesmo porque, quando você está feliz, a última coisa que você vai lembrar de fazer será parar bem no meio da sua felicidade para escrever versos em um pedaço de papel. Não é à toa que mais da metade dos poetas felizes são uns tremendos farsantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111378562307727316?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111378562307727316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111378562307727316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111378562307727316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111378562307727316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/04/surpresa.html' title='Surpresa'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111318084364641853</id><published>2005-04-10T23:01:00.000-03:00</published><updated>2005-04-11T01:42:00.766-03:00</updated><title type='text'>Saiam daqui, malditos músico-relaxadores!</title><content type='html'>Você já experimentou ir no &lt;a href="http://www.cade.com.br" target="_new"&gt;Cadê?&lt;/a&gt; ou na &lt;a href="http://search.msn.com.br" target="_new"&gt;busca do MSN&lt;/a&gt; e procurar por informações sobre &lt;i&gt;músicas para relaxar&lt;/i&gt;? Claro que não (ou ao menos espero que não), pois, afinal, vocês são pessoas com o mínimo de bom gosto. Mas, só a caráter experimental, peço para vocês irem nestes endereços e fazer as buscas. Pode ser tanto &lt;i&gt;músicas para relaxar&lt;/i&gt; quanto &lt;i&gt;música para relaxar&lt;/i&gt;, não faz diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam qual é um dos primeiros links que aparece como resultado. Pois é, este blog. Graças ao &lt;a href="http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/07/msica-para-relaxar-parte-ii.html" target="_new"&gt;Música para relaxar - parte II&lt;/a&gt;. Dentre as 340.000 páginas que falam sobre música para relaxar na Internet, aparentemente a minha é a 3a mais "relevante". Vendo uma coisa dessas, fica claro porque acho aquela história do "2001 - Uma Odisséia no Espaço" uma tremenda bobagem e improvável de acontecer. Os computadores são estúpidos o suficiente para não entenderem nem mesmo o meu tom de ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes que alguém me pergunte, não, eu obviamente não andei procurando por &lt;i&gt;músicas para relaxar&lt;/i&gt; por aí. Pouco depois de ter criado o blog, instalei nele um daqueles contadores bacanas que identificam as páginas das quais seus visitantes estão vindo. À primeira vista não parece ser algo lá muito interessante. Eu até concordaria com isso, se não fosse pelo fato de, com ele, você conseguir saber o que as pessoas que chegam no seu blog via “Googles da vida” estavam procurando. E isso por si só já é diversão garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista de buscas esquisitas é interminável. Só para vocês terem uma idéia, já apareceu gente aqui procurando por &lt;b&gt;mancha branca no cérebro&lt;/b&gt; (se você realmente estivesse com uma mancha branca no cérebro, qual lugar melhor do que a Internet para procurar informações sobre isso?), &lt;b&gt;fotos de carros dos loucos da serra Teresópolis&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;aulas de guitarra no rio de janeiro em vargem grande ou no recreo dos banderantes&lt;/b&gt; (pois é, sem os &lt;b&gt;i&lt;/b&gt;s mesmo), &lt;b&gt;malditos funkeiros,pagodeiros&lt;/b&gt; (hahaha, esse é dos meus. O que ele queria achar com isso é que eu não sei), &lt;b&gt;desenhos de pessoas dormindo&lt;/b&gt; (?????????), &lt;b&gt;morte de pedro Malan&lt;/b&gt; (provavelmente alguém querendo matar um dos meus professores), &lt;b&gt;habitos alimentares estranhos&lt;/b&gt; (obrigado pela parte que me toca), &lt;b&gt;textos de economia com metalinguagem&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;"um daqueles"&lt;/b&gt; (mais específico impossível), além do inesquecível &lt;b&gt;onde encontrar decoração para aniversario de criança na bahia&lt;/b&gt;, que, com certeza, supera todos esses. Nunca pensei que a Internet também serviria para procurar decoração para aniversário de criança na Bahia. Isso fora um tarado que uma vez entrou aqui procurando por &lt;b&gt;cenas de trepa&lt;/b&gt;. Cacete, quem é o infeliz que vai procurar material pornográfico procurando por  &lt;i&gt;cenas de trepa&lt;/i&gt; no Google??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha visto um contador desses pela primeira vez na época em que namorava uma menina que, por acaso, tinha um blog (tá, quem estou querendo enganar? Todas as pessoas com quem namoro têm ou já tiveram blog ou fotolog alguma vez na vida). Em uma ocasião, ela havia feito um post em que, se não me engano, mencionava o fato de algumas pessoas falarem “onitorrinco”, em vez de “ornitorrinco”. Pronto! Assim que as ferramentas de busca cadastraram o endereço do texto, o blog passou a sofrer uma enxurrada de visitas semanais de pessoas procurando &lt;b&gt;fotos de onitorrinco&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;o que é onitorrinco&lt;/b&gt; e afins. Em pouco tempo, aquele se tornou o assunto mais procurado do blog da menina. Foi impressionante descobrir como tem gente que escreve o nome do pobre bichinho errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois de todo esse tempo, chegou a minha vez de passar por um problema semelhante. Tenho o hábito de olhar os endereços do registrador a cada uma ou duas semanas e, desde julho de 2004, quando escrevi o &lt;a href="http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/07/msica-para-relaxar-parte-ii.html" target="_new"&gt;Música para relaxar - parte II&lt;/a&gt;, o blog tem sido invadido pelo menos uma meia dúzia de vezes por semana por pessoas buscando informações sobre as malditas músicas para relaxar. Eu achava que, com o tempo, este movimento iria cessar. Lembro que quando escrevi o &lt;a href="http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/08/nostalgia.html" target="_new"&gt;Nostalgia&lt;/a&gt;, o blog passou a receber umas 8-10 visitas por semana de gente buscando por informações do &lt;b&gt;boneco fofão&lt;/b&gt;. Mas isso parou depois de um tempo, e há meses que não entra ninguém procurando por isso aqui. Só que as músicas para relaxar parecem estar em franca expansão na nossa estressada sociedade capitalista, e a cada dia que passa o movimento por essas bandas aumenta ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não sei o que fazer com essas pessoas. A única coisa clara em minha cabeça é que tenho que expulsá-las daqui, de alguma maneira. E não poderá ser apagando o tal texto, pois ele é até agora o meu post favorito. Assim, peço humildemente a opinião dos meus leitores. A princípio, duas idéias me vieram à cabeça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;opção A) Colocar como música de fundo do blog uma canção horrivelmente suja, satânica e sanguinolenta, que fala de assassinos psicóticos que esquartejam e decapitam suas vítimas, para assustar de vez os “relaxadores” de plantão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;opção B) Fazer um post sobre o tema muito gigantesco e totalmente inventado, mas que à primeira vista pareça bastante informativo (de forma que o sujeito realmente leia o dito-cujo até o fim), para no final colocar um monte de "links úteis" que só incluirão sites de bandas de trash, death e black metal. Não duvido nada que alguns caiam mais seriamente na brincadeira e cheguem até a baixar algumas MP3s dos tais sites, para dar uma conferida. Em um mundo em que as pessoas procuram por informações sobre manchas brancas no cérebro no Google, não duvido de mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, se alguém tiver alguma outra idéia, sinta-se à vontade para sugeri-la. O objetivo é, dentro de 2 ou 3 semanas, tomar alguma atitude em relação ao assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, aos outros blogueiros, fica a sugestão: escrever sobre músicas para relaxar ou sobre o boneco Fofão dá Ibope, viu...&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PENSAMENTO DA SEMANA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não gosto de funkeiros porque eles são incoerentes e mentirosos.&lt;br /&gt;Vivem bombando e nunca se explodem"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(De autoria do meu primo Fernando... hahaha, genial essa)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111318084364641853?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111318084364641853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111318084364641853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111318084364641853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111318084364641853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/04/saiam-daqui-malditos-msico-relaxadores.html' title='Saiam daqui, malditos músico-relaxadores!'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111257865607063080</id><published>2005-04-03T23:32:00.000-03:00</published><updated>2005-04-04T00:28:04.576-03:00</updated><title type='text'>Assobiando</title><content type='html'>Um dos grandes traumas da minha infância era não saber assobiar. Ficava indignado como, no colégio, parecia que todos os meninos, exceto eu, sabiam fazê-lo. Parecia uma coisa tão simples, tão idiota! Ainda assim, quando eu fazia o maldito biquinho e soprava, nunca saía nada. Aquilo me incomodava tanto que, em certa ocasião, passei cerca de 4 ou 5 dias fazendo profundas experiências no meu quarto com a minha boca. Tentava fazer todos os tipos de bicos possíveis, soprava para cima, para baixo, para os lados, até fazia caretas para ver se ajudava. E nada. Então larguei de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já estava com 13, 14 anos, aqueles que queriam me consolar sempre me diziam que assobiar era algo que você "meio que aprendia sozinho", quando era menor. E se você não havia aprendido até hoje, não ia ser agora que isso ia acontecer. Era como andar de bicicleta. Legal, só que eu também não sabia andar de bicicleta. Aliás, não sei até hoje. Ótimo, então agora eu podia me alegrar com o fato de que, além de ser o único da turma que não sabia assobiar, também era o único que não sabia andar de bicicleta. Felizmente, com o passar dos anos, fui me conformando com o estado das coisas e atualmente levo uma vida perfeitamente normal e agradável, sem que para isso precise assobiar e muito menos andar naquela geringonça de duas rodas que sempre me derrubava no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso até pouco tempo atrás. Recentemente fui confrontado com uma situação em que não tinha jeito, eu precisaria saber assobiar. Inicialmente tive um pouco de resistência, pensava &lt;i&gt;"Não, não sei fazer isso, nunca soube, já tentei aprender, não consegui..."&lt;/i&gt;, mas no final das contas me convenci de que, com 21 anos de idade, já estava mais do que na hora de acabar com este estigma. Não sou mais uma criança de 9 anos e já aprendi coisas muito mais complicadas do que isso nesses últimos anos. Fora que hoje tenho uma "base" muito melhor para embarcar nessa empreitada. Graças às aulas de 2o grau, tenho algum embasamento de Física e Biologia para entender os complexos mecanismos por trás desta particular modalidade de emissão sonora. Nâo pode ser tão difícil, deve ser só uma questão de aerodinâmica labial, respiração e controle e manipulação de ar... ora, até os passarinhos fazem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como achei que seria bastante ridículo da minha parte parar algumas de minhas atividades rotineiras para, bem, "treinar assobios", optei por realizar esta prática em conjugação com outras, contanto que não houvesse alguém por perto. Dentro da rotina de minha semana, só achei um "espaço de tempo" com características adequadas para o treino: o tempo em que passo andando na rua. Nessa brincadeira de andar-até-o-ponto-de-ônibus-andar-até-a-faculdade-almoçar-andar-até-o-trabalho-pegar-metrô-e-voltar-para-casa-depois, passo pelo menos uns 60 minutos por dia andando por aí. Um tempo claramente mal aproveitado e inútil, não há mesmo muita coisa interessante para se fazer enquanto você anda entre pontos de ônibus e estações de metrô. A verdade é que sempre fiquei bastante entediado nesses trajetos, e há anos que vinha pensando em alguma idéia mirabolante para me entreter nessas horas. A idéia do assobio, portanto, se encaixou de forma magnífica. Agora, virou praxe: se estou andando pelas ruas, sempre vou e olho para um lado, depois para o outro, e, se não tiver ninguém por perto, lá tô eu assobiando. É claro que, ao utilizar esse "espaço de treinamento", você pode ficar sujeito a situações desagradáveis. Essa semana mesmo uma mulher passou inadvertidamente perto de mim, bem no momento em que eu estava dando aquela "baita assobiada", e ficou furiosa comigo, achando que eu a estava cantando ou algo do gênero. É aquele tipo de coisa que só acontece comigo mesmo. O pior é que ela nem era tão bonita assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso foi bem mais rápido do que eu esperava. Vai entender, o fato de eu estar mais maduro deve ter realmente facilitado esta minha 2a tentativa de aprendizado. Depois de uma semana já conseguia emitir aquele "barulhinho básico" de assobio com alguma clareza. Achava que ele estava tão satisfatório que até me arrisquei, vez por outra, a assobiar perto de algumas pessoas conhecidas. Dia desses, por exemplo, enquanto passava no quarto do meu irmão para pegar um sapato, soltei alguns assobios quase que sem querer. Ele estava no computador e até estranhou: &lt;i&gt;"Ué, tá assobiando agora, é?"&lt;/i&gt;. Eu, obviamente, me fiz de desentendido: &lt;i&gt;"Que isso... sempre assobiei, cara!"&lt;/i&gt;. Ainda não consigo fazer melodias, mas acho que isso será só uma questão de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, só falta agora eu aprender a andar de bicicleta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111257865607063080?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111257865607063080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111257865607063080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111257865607063080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111257865607063080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/04/assobiando.html' title='Assobiando'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111180468029054048</id><published>2005-03-27T19:13:00.000-03:00</published><updated>2005-03-27T19:17:40.390-03:00</updated><title type='text'>Diálogos</title><content type='html'>&lt;i&gt;- Sabes, tu tens muitos traços egípcios. Teu rosto me faz lembrar o de Tutancâmon, o grande faraó! Tens ascendência no Egito?&lt;br /&gt;- Ahn? Pô, não...&lt;br /&gt;- Nossa, sério? Tens certeza disso??&lt;br /&gt;- Tenho, claro. Minha família veio do Líbano e da Itália...&lt;br /&gt;- Aaaaaah... então está explicado!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só se for para ele...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****     *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Você é evangélico?&lt;br /&gt;- Eu?? Não, não! Para falar a verdade até passo bem longe disso...&lt;br /&gt;- Ah, porque você parece evangélico. Tem jeito, sabe. Transparece esse ar calmo, está sempre arrumadinho, de terno e gravata... E você também tem uma energia boa, e a transmite à sua volta.&lt;br /&gt;- Olha, essa parte da energia pode até ser, alguns pessoas já me falaram isso antes. Mas, quanto ao resto, não sei não. Eu nem tenho religião. Não sou muito ligado a essas coisas...&lt;br /&gt;- Mas para mim você deve estar no caminho de Deus. Sabe, quando a gente está no caminho de Deus, não tem como fugir. É tiro e queda. Vai por mim! Você está lá, só não viu ainda.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Céus, mal sabe ela que a última coisa que eu quero é ficar no meio do caminho dos outros...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****     *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um sinal de trânsito na Lagoa, perto do Clube do Flamengo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Nooossa! Você com esses cabelos escorridos e óculos escuros, sabe com quem parece??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com quem...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(com aquela típica cara de incredulidade e dizendo para mim mesmo que "Lá vem bomba...")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Com aquele ator, sabe? Qual é mesmo o nome dele... aquele... ah sim... o Brad Pitt!!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(Minha expressão de incredulidade obviamente só piorou... e foi difícil, mas também consegui disfarçar o riso na hora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Será mesmo? Sei não, nunca tinham me dito isso antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parece sim, é igualzinho até! Escuta, deixa eu te perguntar uma coisa. Você acha esse meu shortinho vulgar? É porque os dois ali estão implicando comigo&lt;/i&gt; (apontando para os vendedores de fruta que estavam nas outras pistas do sinal)&lt;i&gt;, dizendo que meu short é muito curto e vulgar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em seguida a mulher se aproximou de mim e me mostrou o seu short com mais detalhes. Que era de fato extremamente curto e vulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Imagina, não está vulgar não. Fique tranqüila.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ei, não sou eu quem vai botar mais lenha na fogueira de alguém que não conheço. Muito menos de alguém que me olha e acha que sou igualzinho ao Brad Pitt...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****     *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que a gente não leva essas coisas muito a sério. Pare para pensar, imagine o que não seria um faraó egípcio evangélico que é a cara do Brad Pitt...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111180468029054048?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111180468029054048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111180468029054048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111180468029054048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111180468029054048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/03/dilogos.html' title='Diálogos'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111135511383137670</id><published>2005-03-20T18:50:00.000-03:00</published><updated>2005-03-20T19:42:43.210-03:00</updated><title type='text'>Revelações subterrâneas</title><content type='html'>Há 1 ou 2 meses atrás aconteceu uma coisa estranhíssima comigo. Era uma 2a feira de manhã, por volta das 7 horas, e eu estava no metrô, a caminho do estágio. Para me distrair na viagem, catei a "Veja" lá de casa e levei-a para ler no caminho. Como já sabia de antemão que na "Estácio" o trem ficaria entupido com a entrada do turbilhão de pessoas que sempre aparecem naquela estação, tratei logo de me encostar na parede do lado da porta. Assim eu sofreria menos com o esmagamento tão comum naquele transporte público em que "anda toda a qualidade de vida do Rio de Janeiro". E de repente até conseguiria um espacinho vazio para continuar minha leitura em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que foi o que de fato eu consegui fazer. Ao menos em um primeiro momento. Foi então que, sei lá porque, caí na besteira de desviar meus olhos da revista por alguns instantes e olhar à minha volta. Sabe como é, aquela coisa que mistura um pouco de curiosidade e instinto, que faz você involuntariamente querer tomar conhecimento do que está acontecendo à sua volta. Esse foi meu erro. Assim que olhei para a minha esquerda, já havia um velho grisalho e barbudo olhando para mim, e, no exato momento em que nossos olhares se cruzaram, ele começou a falar comigo. Mas calma lá, não era um daqueles papos de "velho com jovem" típico de lugares públicos, em que o sujeito lhe diz um "Olá" e já se acha no direito de contar toda a sua infância para você, de enfatizar como "os tempos de hoje são diferentes", e de quão absurda tal situação é. Não foi assim, até porque não teve nem "Olá". Na verdade, o velho já começou sua fala no meio de uma frase. É sério, era como se nós já nos conhecêssemos e houvéssemos tido um baita papo antes, e ele naquele momento estava apenas retomando o diálogo interrompido. Dado que ele já estava olhando para mim quando o fitei, parecia que ele estava apenas esperando que eu o olhasse para que começasse a conversa. Não me foi dada a menor opção de escolha de querer ou não participar daquela interação. O velho falava, falava, falava ininterruptamente, sem parar de fitar nos meus olhos por uma fração de segundo que fosse. Um dos aspectos mais desesperadores era justamente que ele não parava de falar ou me olhar, logo eu não tinha nenhuma chance de tentar desconversar ou interromper o "diálogo". Eu olhava para as pessoas à minha volta, buscando algum tipo de ajuda, ou pelo menos algum tipo de comoção com a minha situação, algum olhar de solidariedade, alguém que estivesse ao menos percebendo o que estava acontecendo, sei lá. Mas nada. Parecia que cada pessoa estava olhando para um canto diferente do trem e ninguém se dava  conta da simples existência do velho. Igualzinho àquelas cenas de filme, em que o personagem é assolado por visões que ninguém mais tem e começa a ficar louco. O pior mesmo era que, como o metrô estava lotado, o barulho das pessoas falando era ensurdecedor, e com isso eu não conseguia entender quase nada das importantes coisas que o velho tinha para me dizer. Obviamente, adotei a melhor tática para quando alguém está falando coisas sérias para você e você não tem a menor idéia do que se trata: o sinal afirmativo com a cabeça. Ele falando sem parar e eu lá, apenas concordando com tudo com a cabeça, torcendo para que ele no meio daquelas frases não me fizesse nenhuma pergunta que tivesse uma resposta diferente de "sim" ou "não (coisa que, pelo andar da carruagem, definitivamente parecia que não ia ocorrer).  Mas, para ser menos radical e falar a verdade, eu de fato consegui distinguir três das palavras dele: "tempo", "Deus" e "amor". Pelo menos uma vez por frase eu conseguia ouví-lo dizendo uma destas palavras. Se eu tivesse que chutar, diria que todo o discurso era algo relacionando "a falta de tempo de hoje em dia" e com "a falta de Deus e amor" no coração das pessoas. Hum, ou não. Acho que não havia nada parecido com "coração" no meio daqueles balbucios dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aparência do velho tornava a cena ainda mais surreal. O cabelo branco todo desgrenhado e comprido, bigode e barbão, parecia mesmo um daqueles profetas da Bíblia ou anjos que Deus costuma enviar para falar com os homens nas produções de Hollywood. Na hora, realmente achei que o que estava acontecendo comigo era um fenômeno sobrenatural, de Deus puxando a minha orelha e tal. Só podia ser isso. Não por acaso... Apesar de ser agnóstico, no dia anterior (domingo), eu havia tido um baita papo com Deus (papo esse que, algum dia, deverá se tornar um post para o blog), em que me dei ao direito de tirar algumas satisfações com Ele, sabe, lhe dizer umas boas (e outras más) verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de, na hora do ocorrido, ter sacado logo que aquilo era alguma armação de Deus, depois de pensar sobre o assunto ao longo do dia, concluí que só poderia estar enganado. Não seria muito inteligente da parte de Deus mandar um de seu anjos falar comigo em um lugar tão barulhento como um trem de metrô encachapado. Eu, no lugar dele, se estivesse realmente preocupado em transmitir alguma "mensagem" para alguém, com certeza iria escolher no mínimo um lugar em que se pudesse ouvir o que eu estava querendo dizer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111135511383137670?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111135511383137670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111135511383137670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111135511383137670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111135511383137670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/03/revelaes-subterrneas.html' title='Revelações subterrâneas'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-111067789435613488</id><published>2005-03-12T21:33:00.000-03:00</published><updated>2005-03-13T01:10:43.363-03:00</updated><title type='text'>"A volta para casa"</title><content type='html'>&lt;i&gt;(escrito no domingo, dia 30 de janeiro)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta de ontem, acabou que fui mesmo deixar a Aninha em casa. Mas, ao chegar a um cruzamento a poucos metros do bar, virei  à esquerda, quando na verdade deveria ter tomado a direita. Fui parar em frente a uma praça retangular enlameada, repleta daqueles brinquedos infantis, como escorregas, gangorras, trepa-trepas, etc. Quando ainda estava olhando em volta do lugar, tentando me localizar de alguma maneira, vejo subitamente uma criatura hedionda e gigantesca surgir por debaixo da lama, derrubando até alguns dos brinquedos da praça. Com uma força descomunal, arrancou bruscamente o trepa-trepa do chão e engoliu-o de uma só vez (sem ao menos mastigar!). Eu e Aninha olhávamos para aquilo completamente paralisados, sem acreditar na visão aterrorizante que estávamos presenciando. De repente, já parecendo estar saciado com a deglutição do trepa-trepa, o ser passou a arremessar os outros brinquedos em cima de nós. A gangorra chegou inclusive a arrancar nosso espelho retrovisor esquerdo. Desesperado, mas finalmente esboçando algum tipo de reação, engatei a primeira e tentei sair com o carro em disparada. Visivelmente desagradado, o monstro mostrou mais um de seus dotes e cuspiu uma enorme bola de fogo, colocando meu veículo completamente em chamas. Era uma cena digna de filme. Continuei acelerando o máximo que podia e virei a esquina, saindo finalmente de seu alcance. Mas as chamas continuavam, cada vez mais, tomando conta do carro... Nesse momento a fumaça já estava a ponto de nos sufocar. Num pensamento rápido, dei uma guinada com o volante e atirei o Palio no canal, poupando com isso nossas vidas. Tive de ajudar Aninha, ainda em estado de choque, a nadar até a margem. Por estar completamente desmaiada, carreguei-a no colo durante toda a caminhada de intermináveis quilômetros até sua casa. Lá, sua mãe, bastante assustada, deu-lhe um banho e colocou-a para dormir. Também foi bastante gentil comigo, me oferecendo chá quente e cobertor para passar a noite. Apesar dos pesadelos horríveis ao longo de toda a madrugada, consegui, finalmente, repousar com um mínimo de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior é depois ouvir as pessoas reclamarem quando chamo a Barra da Tijuca ou o Recreio de "pântano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OK, está bem, admito, não fui nem eu quem deu carona para a Aninha na saída do Shennanigan's (sei lá como se escreve essa porcaria). Foi a Roberta, que tinha parado o carro mais perto do bar... Não me pergunte o que deu em mim quando resolvi escrever esse texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, algo me diz que preciso parar de ficar vendo filmes de terror com tanta frequência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-111067789435613488?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/111067789435613488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=111067789435613488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111067789435613488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/111067789435613488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/03/volta-para-casa.html' title='&quot;A volta para casa&quot;'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-110929603445718182</id><published>2005-02-24T22:39:00.000-03:00</published><updated>2005-02-24T22:47:14.456-03:00</updated><title type='text'>No guardanapo</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Estão sempre a reclamar&lt;br /&gt;da dureza de viver...&lt;br /&gt;Duro mesmo é suportar&lt;br /&gt;sete dias sem lhe ver"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho até que essa trova está bem aquém das outras duas que publiquei mais abaixo... Ah, mas vou deixá-la mesmo assim, vale pela sinceridade do autor. E também porque foi escrita, literalmente, no guardanapo de um restaurante. Fala sério, escrever versos em guardanapos de restaurante é "a parada", desde os tempos de Vinicius!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-110929603445718182?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/110929603445718182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=110929603445718182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110929603445718182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110929603445718182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/02/no-guardanapo.html' title='No guardanapo'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-110706621628161273</id><published>2005-01-30T20:03:00.000-02:00</published><updated>2005-01-30T20:06:07.760-02:00</updated><title type='text'>Porque todo mundo tem uma fábula de sábio chinês</title><content type='html'>Era uma vez um sábio chinês que, não obstante toda a sua sabedoria, ainda era cercado de várias e várias dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria entender o porquê de a chuva varrer o solo de forma tão inconstante e injusta, privando alguns de sua riqueza vital, ao mesmo tempo em que trazia abundância a tantos outros. O porquê das formas magníficas tomadas pelas nuvens, conduzidas pelo vento que sabe-se lá de onde veio, sabe-se lá para onde vai. O porquê de as andorinhas voarem com tamanha graciosidade, ainda que não parecessem saber exatamente aonde iam. Quem definia o trajeto dos rios, quem tracejava o caminho das pedras? Como a natureza havia montado esse mecanismo tão perfeito, em que aqueles que perecem e apodrecem se tornam alimento para os que estão por vir. E a morte, que pega a gente de surpresa, por mais que muitas vezes ainda tivéssemos tanta coisa para fazer e construir. Por mais que às vezes a gente ainda não tivesse nem terminado o que estávamos fazendo no momento de sua visita. Ah! O copo de whisky pela metade, o sonho interrompido do doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não encontrar tais respostas dentro de seu sábio ser, decidiu correr o mundo atrás delas. Caminhou incessantemente por anos a fio, conversou com os maiores sábios do globo (ei, não somos apenas nós, meros mortais, que estamos submetidos a essa chatice denominada hierarquia) . No entanto, nunca estava satisfeito com as respostas que lhe eram dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ficando cada vez mais insatisfeito, desiludido, cada vez menos sábio. Quanto maior a sabedoria, maior é a frustação de não saber. Ele sabia que tanta sapiência não lhe valeria de nada, se não fosse nem mesmo capaz de acalmar suas próprias inquietações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, em mais uma de suas caminhadas, tropeçou numa pedra. Escorregou e caiu em um rio. Apesar de sábio, não sabia nadar. Morreu afogado. A correnteza acabou por levá-lo para um pequeno clarão de terra, a poucos metros dali. Um grande bando de andorinhas pegou-o pelos braços e pernas, carregando-o para o pico da montanha mais alta da região. Jogaram seu corpo sobre a terra e partiram, sem rumo. Caía uma chuva dos infernos. Subitamente, passou a ventar forte e as nuvens se abriram. Do solo e seu corpo, os raios solares fizeram uma tatuagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva varreu-o de volta para a terra. Agora, eram um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORAIS DA HISTÓRIA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A sabedoria, dentre muitas coisas, é teimosa. E burra.&lt;br /&gt;2) Sábios aqueles que ouvem Drummond, pois suas vidas são poupadas pelas pedras no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você ainda não teve sábios chineses o bastante por hoje, vamos lá, vá em frente e baixe &lt;a href="http://planeta.terra.com.br/lazer/tmm/sabiochines.htm" target="_new"&gt;esta música&lt;/a&gt;. Para falar a verdade, foi depois de escutá-la dia desses que tive vontade de escrever este texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para os que gostam de refletir... eis aqui uma pergunta de um típico leitor de fábulas pentelho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seria o sábio realmente tão sábio quanto acreditava ser? Ou ele não seria tão sábio quanto gostaria de ser?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor resposta ganha um biscoito de arroz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-110706621628161273?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/110706621628161273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=110706621628161273' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110706621628161273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110706621628161273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/01/porque-todo-mundo-tem-uma-fbula-de.html' title='Porque todo mundo tem uma fábula de sábio chinês'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-110653720683060418</id><published>2005-01-24T01:45:00.000-02:00</published><updated>2005-01-24T02:11:45.480-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;i&gt;"O seu brilho me fascina&lt;br /&gt;tal qual droga proibida&lt;br /&gt;Aos poucos me contamina&lt;br /&gt;prometendo nova vida"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---//---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você é uma daquelas pessoas que, quando entrou aqui pela primeira vez, achou essa história de "caçador de dragões macrobiótico" completamente ridícula, dê uma olhada &lt;a href="http://cybermacro.com/macroscribe/" target="_new"&gt;neste link&lt;/a&gt; ... E você verá que há sempre coisa pior neste mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---//---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aguardem, no próximo post... minha primeira fábula!! :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-110653720683060418?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/110653720683060418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=110653720683060418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110653720683060418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110653720683060418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/01/blog-post.html' title='...'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-110593078475704684</id><published>2005-01-17T01:51:00.000-02:00</published><updated>2005-01-17T01:40:17.116-02:00</updated><title type='text'>O "post do réveillon"</title><content type='html'>Na última semana do ano passado rolava a dúvida se eu iria novamente para Juiz de Fora, como havia feito no Natal, ou se ficaria aqui para uma festa em Ipanema à convite de Érica, Pedro e Fernanda "Mundo Colorido". No final das contas, fiquei com a opção da festa, até porque havia muito tempo que não via direito esse pessoal, ainda mais depois da frustrada tentativa de realização do nosso "amigo oculto de meias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até as 17:30 do dia 31, hora em que saí para pegar o metrô para Copacabana, não houve realmente nada que merecesse nota. Acordei cedo, fui para o trabalho, voltei para casa, comi, dormi, etc. Mas quando já estava na estação do metrô, por coincidência encontrei com Cristiano, camarada meu daqui das redondezas. Assim que o trem chegou, sentamos e começamos a conversar sobre o que cada um ia fazer mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro, para variar, a minha incrível habilidade de dar mancadas com pessoas desconhecidas não podia deixar de passar desapercebida. Conversa vai, conversa vem, fui falar sobre o que eu ia fazer: "É, eu nem estava com muita vontade de ir para a Zona Sul mais uma vez, passei quase todos esses últimos anos indo pra lá. Mas como não vou ficar a noite inteira na praia, tá beleza. Pelo menos não vou ficar horas e horas no meio daquela multidão gigantesca, com aquele bando de gente suando e gritando, um monte de homem feio, barbudo, sujo e cabeludo pra tudo que é lado, além de todas aquelas mulheres com uns bebês insuportáveis no colo, que choram sem parar...". Nisso o Cristiano me cutuca. Bem na nossa frente, havia uma senhora  carregando no colo uma criança de no máximo um ano de idade. No entanto, para minha sorte, a mulher aparentemente não me ouviu. Apenas o filho dela parecia ter me escutado, e de alguma forma se sentiu profundamente ofendido com as minhas palavras. Ele me olhava feio, ameaçando me mandar uma daquelas horríveis "línguas de cuspe" de criança que deixam qualquer um transtornado. Só que eu fui mais rápido; arregalei os olhos e mandei um "Bu!" bem baixo, só para ver se ele parava de me encarar. Deu certo: ele se virou para o outro lado e se agarrou mais forte à mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei surpreso com a organização da tal festa. A idéia surgiu quando a avó de um amigo deles, Alberto, decidiu viajar no réveillon, deixando um apartamento bem bacana na Vieira Souto livre em pleno dia 31. Modificou-se a sala inteira: os sofás foram reorganizados de forma a criar espaço para uma "pista de dança", os papéis dos quadros que estavam pendurados foram enrolados e tirados de suas molduras, os espelhos dos banheiros foram dispostos na parede da sala... o Pedro improvisou uma mesa de som com o laptop e as caixas acústicas do local, contratou-se música ao vivo, garçom... cacete! Pensou-se até em detalhes menores, como balões de hélio (aqueles mesmo, que ficam presos no teto e fazem você falar feito desenho animado... muito massa!), línguas-de-sogra, pirulitos, cigarros nas mesas... mesmo os banheiros estavam "equipados" com uma pequena cesta trazendo Engovs, pirulitos,camisinhas... O curioso é que com uma hora e pouco de festa mais da metade das camisinhas dos banheiros haviam sumido. O pessoal devia estar realmente muito rápido no gatilho... ou então no mínimo encheram mais balões para colocar junto com os de hélio na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cheguei cedo, tive a oportunidade de conversar melhor com algumas das pessoas que já estavam lá. Nossa, nunca vi tanta gente "incomum" junta (no bom sentido). Tinham gringos da Romênia, Finlândia, e mesmo um cara que com 23 anos já tinha sido seminarista, locutor de rádio em Belém do Pará, além de ter feito parcialmente faculdades de Filosofia, Ciências Sociais, Comunicação e Direito. Explicando melhor: o sujeito era seminarista desde os 15 anos e estava realmente disposto a ser padre. Fazia Filosofia e Ciências Sociais na PUC, "bancado" pela ordem jesuíta. Só que acabou se apaixonando por uma paraense e largou tudo para morar com a garota em Belém. Lá ele trabalhou como locutor de rádio e passou a fazer Comunicação. Só que depois de 6 meses, o relacionamento não deu certo e ele voltou para o Rio. Agora, é estudante de Direito. Doideira mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a filha do Pedro Malan eu conheci, embora não soubesse desse fato e por essa razão tenha cometido uma pequena "gafe" com isso. Estávamos nós dois conversando quando em algum momento ela me perguntou o que eu fazia da vida. Falei que estudava Economia na PUC, então ela vira e me diz: "Ah, meu pai dá aulas lá!". Isso me pegou de surpresa. Na hora fiquei tentando adivinhar para mim mesmo quem poderia ser o pai dela, de repente o Rogério Werneck, José Márcio Camargo ou uma dessas outras figuras mais "tradicionais" do Departamento de Economia. Quando pergunto "Quem?" ela vira e me diz "O Pedro Malan...". Na hora me pareceu que ela estava apenas brincando, e eu acabei brincando de volta com o fato, não levando a coisa muito a sério. Tive a nítida impressão de que ela havia ficado um pouco desagradada com a minha reação, mas depois com o andar da festa vi que parecia ter sido algo só momentâneo mesmo. Pelo menos eu não estava em um dos meus dias mais "ácidos"... Caso contrário teria logo dito que "então nossos pais eram amigos, pois o meu era o Armínio Fraga", o que definitivamente só teria piorado as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que já tivesse passado o réveillon em Copacabana algumas vezes nesses últimos tempos, estava um pouco curioso com a queima desse ano. Tinha lido no jornal da véspera que esta seria a primeira vez em que haveria "trilha sonora" durante o espetáculo. Tendo na cabeça toda aquela cena majestosa de fogos estourando para todos os lados, na minha ingenuidade achei que essa "trilha sonora" seria algum tipo de música clássica toda imponente, sabe aquela coisa meio orquestrada e dramática de virada de ano? Qual foi minha decepção quando cheguei lá e descobri que a prefeitura havia arrumado um caminhão de som tão acabado que não servia nem para se botar em reserva de trio elétrico... E quando eu achava que nem tudo ainda estava perdido, os fogos começaram e lá veio a Ivete Sangalo pelo alto-falante gritando "Poeira... Levantou poeira!". Como bem disse um amigo, os pedidos de Ivete parecem ter sido imediatamente atendidos e o que mais se viu da areia da praia foi de fato poeira, muita poeira, levantando e sacaneando todo o trabalho dos fogueteiros argentinos. Se antes havia toda uma preocupação em sincronizar os fogos com a tal "trilha sonora", notou-se facilmente que tal parte do trabalho tinha sido um tremendo sucesso, visto que não poderia haver música alguma que estivesse em maior sincronia com a situação. E como tudo que já está ruim pode sempre ficar pior,  em pouco tempo a Ivete deu espaço para uma versão de "Adeus Ano Velho" em ritmo de axé... Deus, aquilo foi a coisa mais assustadora que já ouvi em muito, muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltamos para a festa, todos já estavam completamente doidos... Mais impressionante foi a serenidade da avó do Alberto quando chegou em casa. Pois é, ela SUPOSTAMENTE teria viajado, só que, aparentemente, desistiu da idéia quando grande parte da mobilização para a festa já havia sido feita. Foi incrível, ela abriu a porta, deu apenas uma olhada rápida em toda a galera destruindo sua sala, seguiu para o corredor e foi dormir no quarto. Fico imaginando qual seria minha reação se com meus 70 anos visse aquele bando de loucos na minha sala na Vieira Souto cambaleando ao som de música disco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos lá até quase 5 horas, com ninguém praticamente conseguindo se levantar. Já estava quase de manhã, mas calhou de eu e Mundo ainda ficarmos batendo papo no Arpoador até que amanhecesse, quando então ela foi para casa. Eu também ia para a minha mas, depois de parar para comer alguma coisa em uma padaria, tive um momento de profunda reflexão "à la Forrest Gump". Pensei um pouco e vi que como já estava em Copacabana, por que não ficar por lá mesmo? Fui para a praia e tirei a manhã para refletir sobre um monte de coisas que eu ainda não havia conseguido parar para pensar dentro dessa rotina corrida que a gente tem durante a semana. E nessa brincadeira de Ano Novo, vida nova, esperança, etc, até fiz essa trova que vocês leram no post abaixo. Na hora de finalmente pegar o 415 para voltar para casa, apaguei completamente no ônibus e só fui acordar na Usina. Atravessei a Tijuca novamente e só quando já era quase uma e tanta da tarde cheguei em casa. Noite longa, manhã longa. Ah, no final das contas, valeu a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-110593078475704684?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/110593078475704684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=110593078475704684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110593078475704684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110593078475704684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/01/o-post-do-rveillon.html' title='O &quot;post do réveillon&quot;'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-110480473195001944</id><published>2005-01-02T19:07:00.000-02:00</published><updated>2005-01-04T00:12:11.950-02:00</updated><title type='text'>Trova da Esperança</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Seu céu estava mais puro&lt;br /&gt;sem nuvens negras, pressente...&lt;br /&gt;lhe guardará o futuro&lt;br /&gt;algo melhor que o presente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Praia de Copacabana, manhã de 01/01/2005)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-110480473195001944?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/110480473195001944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=110480473195001944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110480473195001944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/110480473195001944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2005/01/trova-da-esperana.html' title='Trova da Esperança'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-109177012327279428</id><published>2004-08-06T02:00:00.000-03:00</published><updated>2004-08-06T11:35:39.000-03:00</updated><title type='text'>Incompreensão</title><content type='html'>Em uma noite dessas no início da semana, ligando para uma amiga minha. A mãe dela atende.&lt;br /&gt;(Para manter a privacidade da garota, vou chamá-la de XYZ. Ou melhor, de YYZ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU: "Boa noite!!!"&lt;br /&gt;MÃE: "Boa noite!!!!!!"&lt;br /&gt;EU: "A YYZ está?"&lt;br /&gt;MÃE: "Está sim. Mas ela não pode falar agora. Quem é?"&lt;br /&gt;EU: "É o Marcelo."&lt;br /&gt;MÃE: "Opa, oi Marcelo!! Como vai você?"&lt;br /&gt;EU: "Tudo ótimo, e você?"&lt;br /&gt;MÃE: "Também! Poxa, a sopa está acabando..."&lt;br /&gt;EU: "Ah, vocês estão jantando?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Silêncio...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÃE (aos risos): "Nããão!! Eu quis dizer que as férias de vocês estão acabando!! As aulas na PUC começam semana que vem, não?"&lt;br /&gt;EU (totalmente sem graça): "Aaaahhh... É, é sim..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, às 11 e meia da noite, voltando de carro da Cobal do Leblon, na companhia da mesma amiga YYZ.&lt;br /&gt;(OBS: Sou o único que até hoje achava que só existia uma Cobal, a do Humaitá/Botafogo??)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YYZ: "Olha só Marcelo, que linda a lua!!!"&lt;br /&gt;EU: "Ããã?"&lt;br /&gt;YYZ: "A lua, Marcelo. Veja como ela está linda esta noite!!"&lt;br /&gt;EU: "Pô YYZ, ela está igual a ontem e a todos os outros dias... Branca como sempre. Não sei qual é a graça que as pessoas vêem na lua, nas estrelas, nos planetas. Eles estão sempre lá, semi-imóveis e quietos no canto deles."&lt;br /&gt;(Detalhe: YYZ é apaixonada pela lua, estrelas, planetas e um monte desses outros objetos celestes. É assídua freqüentadora do Planetário. Chegou inclusive a fazer um daqueles cursos malucos sobre estrelas que eles têm lá.)&lt;br /&gt;YYZ (absolutamente revoltada): "CARACA MARCELO, BRINCADEIRA !!!  Que romântico você é, hein? Pfff..."&lt;br /&gt;EU (em tom desanimador/reconciliador): "Tá... tá bom, tá bom... a lua até é legal..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Um pequeno segundo de silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YYZ (aos risos): "Meu Deus, quem é que vira e diz que 'a lua até é legal' ?? Só você mesmo... ainda mais nesse tom, que não convence ninguém...por favor! Hahahaha"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, um absurdo alguém dizer que não sou romântico. Com base em um comentário impensado e inocente como esse de hoje à noite, minha amigassa YYZ vai e tira conclusões precipitadas a meu respeito. Para vocês verem que, quando digo que muitas vezes as pessoas não me compreendem como deveriam, não estou brincando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, embora alguns possam dar interpretações capciosas para esse diálogo (mostrando mais uma vez como posso não ser devidamente compreendido), a YYZ é só minha AMIGA. Olhem o respeito, embora não tenha dado as caras por esse blog há muito tempo (e bota tempo nisso), ela pode vir a ler esse post!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-109177012327279428?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/109177012327279428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=109177012327279428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/109177012327279428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/109177012327279428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/08/incompreenso.html' title='Incompreensão'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-109151602283669828</id><published>2004-08-03T03:39:00.000-03:00</published><updated>2004-08-04T00:50:25.186-03:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>Semana passada passei por um daqueles períodos de nostalgia que volta e meia batem na gente. Você fica um tempão se lembrando  das molecagens que rolavam na escola, dos lugares em que seus pais o levavam no final de semana, coisas desse tipo. A culpa desse surto nostálgico da última semana foi nada mais nada menos do que de uma das empresas mais odiadas do capitalismo moderno, a vendedora da carne de minhoca mais apreciada pelas crianças do planeta, o McDonnalds.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu apenas estava em um ônibus, a caminho do Méier. Foi meio por acidente que, na exata hora em que ele passava em frente à filial da rua Maxwell, olhei para a esquerda e dei de cara com o brinquedo gigantesco que só aquele McDonnalds tem. Esta filial é, de longe, a "melhor do mundo". Não pelo gosto inconfundível da carne geneticamente modificada do hamburger ou das batatas fritas de plástico (mesmo porque isso tanto o Mac da Uruguaiana como o do Champs-Elysées também têm). O barato dali era o enorme brinquedo da área infantil, que até hoje tento descobrir o que é exatamente. Parecia uma espécie de espaçonave, mas com vários túneis que davam voltas e iam até o alto, em uma altura que a nossa limitada perspectiva de criança considerava fantástica. Meus pais costumavam me levar lá com frequência, até a maldita hora em que resolveram inaugurar aquele da Barão de Mesquita, perto do Bob's. Desde então este passou a ser o McDonnalds "favorito" da família. Humpf, o brinquedo do lugar não chegava nem aos pés do da Maxwell. As crianças também eram  mais bobocas, pois nem mesmo guerrinha de bolas rolava na piscina de bolas de lá. A partir dessa época, fui progressivamente sentindo um crescente desgosto com o McDonnalds. O resultado final vocês podem ver hoje, olhem no que deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que não adianta, quando me batem esses momentos de nostalgia, tem sempre uma história da qual eu inevitavelmente me lembro: a do boneco Fofão. Quer dizer, na verdade são duas, a do Fofão e a das Playboys que o meu pai me dava para fazer aqueles trabalhos de corte e colagem do CA (tipo achar figuras com a letra C, M, P, etc). Mas essa história das Playboys vai ficar para outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza aqueles que têm entre 18-23 anos se recordam de uma das maiores lendas urbanas brasileiras da década de 90. Quem não se lembra daquela infame história de que os bonecos estariam amaldiçoados pelo diabo, explicando o estrondoso sucesso de vendas da segunda tiragem, em contraste com o fracasso da primeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece, os boatos começaram com uma suposta notícia veiculada no Jornal Aqui Agora, do SBT (falando nisso, alguém sabe por onde anda o Gil Gomes hoje em dia?). O fabricante dos bonecos estaria morrendo (ou teria morrido, sei lá), mas antes de dar seu último suspiro confessou que havia feito um pacto com o diabo, para que a venda da segunda tiragem do boneco fosse enormemente bem sucedida (o que de fato foi). Devido a isso, dentro dos brinquedos, por baixo da roupa e da espuma interna, haveria algum artefato esquisito, como uma vela preta, uma adaga ou outros objetos nada educativos para as crianças fãs do apresentador infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, eu morava em um prédio em que havia umas 7 ou 8 crianças da minha idade. Bom, não exatamente da minha idade, já que eu era o caçula do grupo. Se não me engano, quase todos eles eram uns 2 ou 3 anos mais velhos do que eu. Bom, a história da tal notícia se espalhou rapidamente pelo prédio (notícia essa que até hoje não sei se realmente existiu). Eles sabiam que eu tinha um boneco daqueles e vieram desesperados para o meu apartamento inteirar-me de todo o boato. Meu vizinho de baixo tinha uma irmã mais nova que possuía um deles também. Horas antes, o brinquedo da pobrezinha teria sido aberto com o canivete do garoto da cobertura, e dentro dele eles teriam encontrado uma vela preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vocês estão malucos? Ninguém aqui vai abrir meu Fofão!", eu protestava.&lt;br /&gt;"Ah, olha lá como ele está falando, o pobrezinho já está possuído pelo demo!", berrava a Rafaela, uma menina insuportável, irmã do garoto da cobertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso que dá ser o mais novo (e o mais magro) do grupo. Passaram por cima de mim e meu boneco foi retirado à força por 5 brutamontes de 12-13 anos de idade, além de 2 meninas histéricas. Levaram o brinquedo demoníaco para o play do prédio, onde fizemos uma rodinha no chão antes de dar início ao esquartejamento do boneco. Para falar a verdade até comecei a entrar no clima da história, e passei a lembrar de como eu tinha pesadelos horríveis sempre que dormia com ele do meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda assim dava pena olhar para aqueles garotos sem coração perfurarem todo o Fofão e emporcalharem o chão com aquela espuma repulsiva. A roupa do boneco ficou toda rasgada, o chão branco e nenhum sinal de vela preta, adaga ou crucifixo. Eu olhava para cada um dos garotos, puto da vida de ver um de meus brinquedos favoritos destruído assim, à toa. Pensava em quem eu ia voar em cima primeiro. Depois, vi que o mais sábio naquele momento (para falar a verdade, não só naquele momento) era que eu não voasse em ninguém, pois,  mais uma vez, lembrei que eu era de longe o menor do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os garotos estavam decepcionados com a falta de graça do meu boneco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É Gugu, só o da sua irmã mesmo que estava amaldiçoado, que sacanagem. Bom galera, vamos recolher isso aqui e jogar no rio Maracanã.", disse o dono do canivete, a arma do homicídio doloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio Maracanã, é mole? Era inacreditável como em questão de 20 minutos o boneco havia sido retirado de sua vida feliz na estante do meu quarto, ao lado do Neb (um dos bonecos mais legais de todos os tempos. Aquele ET de sangue verde gosmento, que todo mundo tinha o maior nojo)  para ter suas cinzas (Cinzas? Ou espumas?) jogadas naquele rio imundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, até hoje não não consegui acreditar que o Fofão da irmã do meu vizinho realmente tinha uma vela preta dentro. Pra mim isso foi papo furado de gente que queria testar o canivete novo no meu boneco. No final das contas, o lado bom desse episódio todo foi que, ao contrário de muita criança por aí, passei o resto da minha infância totalmente desencucado com essa maluquice de Fofões amaldiçoados. E pensar que até hoje tem muito marmanjo que acredita nisso. Na minha cabeça, essa história é invenção dos mesmos manés que ficam tocando vinis ao contrário, em busca de mensagens subliminares nos discos de rock. Hoje em dia, acho que essas mesmas pessoas deviam escutar black metal. Talvez descobrissem que há muito tempo esse tipo de mensagem na música já deixou de ser subliminar. É fogo, tem horas que acho que devíamos nascer com um filtro para tanta abobrinha que somos obrigados a ouvir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-109151602283669828?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/109151602283669828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=109151602283669828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/109151602283669828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/109151602283669828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/08/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-109122871637520673</id><published>2004-07-30T20:04:00.000-03:00</published><updated>2004-07-30T20:20:22.263-03:00</updated><title type='text'>Metalinguagem</title><content type='html'>Durante esta semana, redigi 3-quase-posts. Em três dias diferentes, sentei em frente ao PC e escrevi 3 textos sobre 3 assuntos completamente distintos. Mas não acabei nenhum deles. E vocês, leitores do blog, ficaram sem ter o que ler aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o tempo é escasso. Amanhã devo ir para Minas. E neste exato momento tenho que começar a me arrumar, pois vou com alguns amigos ao show do Ian McCulloch e seus homens coelhinhos no Claro Hall. Eu queria realmente terminar agora algum dos textos, responder emails, etc. Mas isso tudo vai ter que ficar para depois da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique e Marcelo, sosseguem o facho e não venham lotar minha caixa postal durante minha ausência... Hehehehehe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Bel, obrigado por me falar desse lance do templo budista, vou querer saber melhor onde fica isso sim. Quando retornar vou no seu blog tentar achar seu email, pois conversa de comments não dá :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post é dedicado àqueles que sempre reclamam que meus textos são muito grandes. Vocês mesmos, que dizem que, em vez de postar um tratado uma vez por semana, eu devia fazer posts menores, mas com uma frequência maior. Então, aqui está o que queriam, deleitem-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aproveitem enquanto é tempo, pois provavelmente na 2a feira voltaremos à nossa programação normal. Bom, isto se a Larissa não me monopolizar totalmente nesse dia. E se eu também sair vivo e não for amassado por ela, pois a menina está há quatro semanas longe de tudo e de todos numa terra de franceses fedidos. Como vou revê-la um dia depois de sua chegada, terei toda a acumulada fúria abraçal Larissiana desabando sobre minha pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus... Desejem-me sorte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-109122871637520673?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/109122871637520673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=109122871637520673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/109122871637520673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/109122871637520673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/07/metalinguagem.html' title='Metalinguagem'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-109047102889047783</id><published>2004-07-22T22:50:00.000-03:00</published><updated>2005-04-08T23:49:09.896-03:00</updated><title type='text'>Música para relaxar - parte II</title><content type='html'>Bom, na verdade, o que tinha incitado tamanha revolta com músicas para relaxar na semana passada tinha sido minha primeira sessão de acupuntura, em uma clínica especializada em medicina chinesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acupuntura???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, acupuntura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muita gente já sabe, o princípio por trás dos meus estranhos hábitos alimentares é o "Princípio Único Yin-Yang do Equilíbrio do Universo". Hehehehe, adoro dizer isso, me divirto horrores com as expressões faciais das pessoas logo após ouvirem essas palavras. Pena que com o blog não dá para eu ver a cara dos leitores. Em geral, em uma conversa qualquer sobre alimentação, quando acabo mencionando que não como carne, as pessoas sempre perguntam: "Ah, por que, você é vegetariano?". Quando não estou a fim de dar maiores explicações acerca do que eu como ou deixo de comer, simplesmente digo que sim e corto o assunto. Mas, em algumas ocasiões, vou e digo: "Não exatamente, sou macrobiótico". O dono da pergunta quase sempre faz uma cara de ponto de interrogação. Então vem a frase matadora: "Não tem nada a ver com vegetarianismo, até porque eventualmente posso comer carne branca se eu quiser. A diferença é que minha alimentação é baseada no Princípio Único Yin-Yang do Equilíbrio do Universo". Vocês precisam ver as caras que as pessoas fazem quando ouvem um Zé Ruela como eu dizer isso com a cara mais lavada do mundo! Hahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que agora acho que trabalhar com o Yin e Yang apenas no campo alimentar não tem sido tão satisfatório como antes, e decidi mergulhar mais a fundo na medicina chinesa. Fui conhecer essa clínica que mencionei acima com a idéia de basicamente complementar meu tratamento com outros elementos dessa medicina, como acupuntura, ervas (hum...) e afins. E eu achando que o lugar seria um daqueles cantos isolados de Vargem Grande, cheio de mato para todos os lados, com aquelas miniaturas de duendes e sábios carecas baixinhos e de barba branca (será que sou o único que tem verdadeiro pavor destes bonecos medonhos?). Que nada! A casa ficava em plena Botafogo, quase na Voluntários da Pátria, uma barulheira dos infernos. Até a fachada não era exatamente o que eu esperava: um muro cheio de arame farpado em cima, com várias plaquinhas de caveira no topo, nas quais se viam os dizeres "Perigo, cerca elétrica!". Eu olhando para aquilo e tentando realmente acreditar que aquela era a clínica que iria me ajudar a alcançar a cura através do milenar Princípio Único. Eu hein. Juro que até cheguei a conferir o número da casa novamente, para me certificar de que estava no lugar certo. Aparentemente, estava. Bom, então a única coisa que eu podia fazer naquela hora era entrar mesmo. Perder a viagem é que eu não ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após passar pelo procedimento padrão do lugar, que não vem ao caso agora, fui colocado em uma cama para ser agulhado pela primeira vez (OK, isso pegou muito mal. Vocês aí, sosseguem com as piadinhas!) pelo acupunturista de plantão. A sala era muito bem decorada e aconchegante (tá, já é a segunda frase desse parágrafo que soa extremamente gay). Parecia ter uns toques de feng-shui (meus conhecimentos nesse campo se resumem ao que aprendi com as encheções de saco da minha mãe). E a cama era realmente relaxante! (hum, é melhor eu parar de colocar um parênteses por frase agora. Hehehe) Fiquei deitado naquela sala escura por um bom tempo, esperando o acupunturista e também tentando dormir, porque para variar eu estava com sono naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito chegou e, após passar álcool nos pontos em que as agulhas iriam entrar, começou seu trabalho sujo. Todo mundo costuma falar que acupuntura não dói e coisa e tal... Putz! Ao contrário de muita gente, não tenho problema algum com exames de sangue (para falar a verdade não sinto absolutamente nada quando os faço), agora, essas agulhas de acupuntura dão um nervoso desgraçado. O pior é que elas entram também em lugares super esquisitos, que possuem poucos músculos ou gorduras, como o tronco ou o pé. Não dói tanto assim, mas dá uma tremenda duma agonia. E eu deitado lá, com aquele monte de seres estranhos perfurando meu corpo, sem nem mesmo ter visto como são as tais agulhas. Juro que estava morrendo de curiosidade para ver como elas eram, porque o cara não tinha me mostrado antes de me espetar. Só que eu estava imobilizado dos pés a cabeça, e qualquer mexida que eu desse com a minha cabeça as fariam balançarem... Que agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei fechar os olhos, tentei dormir, tentei relaxar. Mas assim que o acupunturista saiu da sala e fiquei sozinho lá dentro, os sons emitidos pelo alto-falante no canto superior esquerdo do aposento ficaram mais evidentes do que antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃÃÃÃÃÃO !!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocava um daqueles malditos CDs de música de relaxamento. O que eu tinha que aguentar toda semana no RPG já era o suficiente pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça, o CD do lugar não tinha focas nem golfinhos, mas mesmo assim conseguia ser pior ainda do que esses. Em vez de um jardim zoológico, agora eu tinha que aguentar uma flauta chinesa tocando uma das melodias mais lentas e manjadas de todos os tempos. Só pelo timbre da flauta já dava para visualizar o sábio careca baixinho de barba branca tocando aquela porcaria feliz da vida, andando e saltitando pelos vastos campos chineses, achando que enchia o ambiente com gotas de felicidade. O que dava nos nervos era a lentidão com o que o sábio careca soprava as notas, prolongando-as ao máximo que podia. A música ainda seguia as estruturas mais previsíveis possíveis, parecia até ser baseada em uma daquelas escalas pentatônicas que todo mundo que começa a tocar violão/baixo/guitarra aprende logo nas primeiras aulas. E o velho alternava sempre notas mais agudas com notas mais graves. Aaaaahhh !!! Nunca tinha ouvido aquela canção antes, mas conseguia prever cada nota que o sujeito tocava. Ou seja, em vez de tentar relaxar (que é o que eu deveria fazer, até para a própria acupuntura ter um efeito melhor), minha diversão passou a ser adivinhar as notas da flauta do cara. Pra completar minha sessão de relaxamento, o quarto ficava nos fundos da casa. Atrás de mim, passava a Voluntários da Pátria e seu tráfego de centenas de carros por minuto. Buzinas e flauta chinesa: pronto, a sinfonia estava completa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um suplício que deve ter durado pelo menos uns 20 minutos (difícil dizer, o tempo não passa não tão rápido quando você está todo espetado e ao som de trilha sonora tão agradável), a médica entrou no quarto e acendeu as luzes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E aí, relaxou?"&lt;br /&gt;"Ôôô! E como..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando retornei na semana seguinte, pedi que ela pelamordedeus abaixasse o volume daqueles alto-falantes. Ela ficou bem surpresa: "Nossa, trabalho aqui há mais de 10 anos e você é a primeira pessoa que me pede isso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia que passa acredito mais e mais que nesse mundo só tem gente louca mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-109047102889047783?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/109047102889047783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=109047102889047783' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/109047102889047783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/109047102889047783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/07/msica-para-relaxar-parte-ii.html' title='Música para relaxar - parte II'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-108969335701719684</id><published>2004-07-13T01:32:00.000-03:00</published><updated>2004-07-16T11:25:27.623-03:00</updated><title type='text'>Música para relaxar - parte I</title><content type='html'>Semana passada descobri que há poucas coisas no mundo que me irritam mais do que música para relaxar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu tenha tido essa revelação surpreendente assim, tão subitamente. Minha história de ódio com esse "gênero musical" já tem pelo menos 2 anos, quando comecei meu tratamento de RPG com a mesma Luciana do post "&lt;a href="http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/06/privilegiadas.html"&gt;Privilegiadas&lt;/a&gt;". Se você agora pensou em vir com uma daquelas frasezinhas babacas do tipo "Ah, que bacana, e no RPG você é quem, o mago, o anão ou o guerreiro?" (né Damasceno), esqueça. Essa piadinha já está mais do que batida, assim como aquela que envolve me oferecer bebidas alcóolicas ou doces açucarados em festas, sabendo que não vou aceitar (Né... TODO MUNDO!!!). Sabe-se lá porque, toda clínica fisioterápica cisma em "elevar" o ambiente da sala de consulta colocando músicas de relaxamento durante a sessão, para o azar dos pobres pacientes. Tal trilha sonora envolve muitas vezes até barulhos e emissões sonoras daqueles bichos que você só vê em documentários da National Geographic, como golfinhos, focas ou pingüins (olha só, até escrevi com trema). Sinceramente, não dá pra entender como uma pessoa pode ter a idéia de girico de achar que um golfinho berrando vai realmente relaxar alguém. O pior dessa história toda é que a música que permeia o aposento quase sempre vem de um aparelho de som central, que a transmite para todas as salas da clínica. Por mais que minha RPGista tenha realmente um gosto musical decente, nossos ouvidos continuam à mercê do que a louca da recepcionista decide colocar no estéreo ao lado dela. Só que, ao menos fazendo RPG, esta música não me incomoda tanto, visto que eu e Luciana passamos as sessões inteiras falando besteiras, sem dar a menor bola para o alto-falante da sala. E o tratamento vem dando muito certo. Quer prova melhor para dizer que a sinfonia de focas é de fato completamente desnecessária? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas em uma semana, há muito tempo atrás, conseguimos burlar, mesmo que por alguns poucos minutos, os malditos golfinhos histéricos. Por razões que não vêm ao caso agora, a dita cuja precisava de um curso intensivo de &lt;a href="http://www.helloween.org/" target="_new"&gt;Helloween&lt;/a&gt;, uma banda clássica de heavy metal alemão. Basicamente, ela precisava aprender as músicas de forma que pudesse ir ao show que ia rolar no Canecão (isso foi em meados de setembro passado) e não "fazer feio", ou seja, minimamente conhecer os &lt;i&gt;hits&lt;/i&gt; da banda (e por acaso grupo de heavy metal de verdade tem &lt;i&gt;hit&lt;/i&gt;?) e quem sabe até se arriscar a cantarolar uns refrões. Como todo bom metaleiro prestativo faria no meu lugar, lá fui eu para a consulta munido de todos os CDs do Helloween que tinha. A intenção era só lhe emprestar os CDs, para que ela os levasse e escutasse em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente , durante a consulta surgiu a previsível idéia: "Ei, Marcelo, por que a gente não coloca um desses CDs lá no som? Vamos aproveitar que a Vivi (a recepcionista) não está aqui, e não vai ficar dando piruadas na música que a gente colocar. O que você acha de fazer RPG ao som de heavy metal?". "Pô, ótima idéia! Só com você mesmo que eu posso fazer uma coisas dessas. Pega aí o 'Better Than Raw', tô afinzão de escutar esse!". E lá foi ela levar o CD para a recepção, se esquecendo completamente de que aquele aparelho de som era ligado a TODAS as salas da clínica. "E coloca bem alto, esse tipo de música é para escutar BEM ALTO!!!", berrava eu lá de dentro da sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não conhece, esse CD começa com uma orquestra tocando uma peça clássica, uma graça só. Alegres violinos por todos os lados. Pouco tempo depois, entram a bateria e as cordas distorcidas dos loucos alemães; cara, a Luciana tinha realmente colocado o volume MUITO alto. Em seguida entra a voz aguda do &lt;a href="http://www.helloween.org/andi.html" target="_new"&gt;Andi Deris&lt;/a&gt;, soltando seus gritinhos histéricos naquele bom e velho estilo de metal lalala&amp;nbsp;"estão apertando as bolas do meu saco". Bom, pelo menos é bem melhor escutar um vocalista alemão histérico do que um golfinho idiota. Eu, deitado na maca, me regozijava com aquela trilha sonora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que nossa felicidade durou pouco. Em questão de segundos após o início de "Push" (nome desta música), descia pelas escadas uma das fisioterapeutas que atendia nas salas do segundo andar, desesperada: "O que está acontecendo aqui, a dona Jussara está quase tendo um treco lá em cima!!!". A expressão facial de Luciana transformou-se naquela conhecida "Ih, fiz merda!": "Putz, me esqueci que o som era ligado a todas as salas da clínica!!". Como era de se esperar, o CD do Helloween foi devidamente retirado do aparelho de som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por força dessas circunstâncias, foi exatamente neste dia que descobri que o som era ligado simultaneamente às salas da clínica inteira; de certa forma fiquei aliviado em saber que as irritantes canções que eu ouvia não tinham nada a ver com a minha fisioterapeuta e sim com o mau gosto da dona do lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que eu deveria ser contratado para dar uma modernizada e revitalizada na CDteca de lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso na verdade não era o que eu tinha planejado escrever no post, mas comecei a contar essa história e acabei me alongando demais (só pra variar). Eu nem queria falar de alguma coisa relacionada a RPG novamente, acho que torna o blog um pouco repetitivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, a parte 2 do texto falará do assunto sobre o qual eu queria inicialmente escrever. Ela virá no próximo post, a ser publicado em breve :) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humpf, era o que faltava mesmo. Não só fazer posts gigantes, como agora dividí-los em partes 1 e 2 ! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-108969335701719684?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/108969335701719684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=108969335701719684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108969335701719684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108969335701719684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/07/msica-para-relaxar-parte-i.html' title='Música para relaxar - parte I'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-108916483230755476</id><published>2004-07-06T22:42:00.000-03:00</published><updated>2004-07-06T23:18:51.363-03:00</updated><title type='text'>Dormindo com alguém... te olhando</title><content type='html'>De domingo para 2a feira da semana passada, fiz algo que nunca tinha feito antes em minha vida: literalmente virei a noite estudando. Sei que a "virada" de domingo é a mais injustificável de todas: afinal, você em tese teve toda a insuportável e melancólica tarde de domingo para cumprir com as suas devidas obrigações. Bem, posso citar mil e um bons motivos pelos quais não estudei (estava na companhia de minha adorável priminha em casa, recebi a visita do grande Rizzo, entre muitas outras), mas vou poupá-los disso (hum, acho que já não os poupei). O fato é que já eram 10 da noite e eu não havia lido nem mesmo a bibliografia básica da matéria, quanto mais resolvido algum exercício. A prova era às 7 da manhã, então a decisão mais sensata naquele momento era certamente varar a noite estudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era 6:15, lá estava eu rumo à minha prova. Eu, meu lápis, minha borracha, minha régua, meu compasso (sim, essa incrível matéria envolve analisar as decisões no Legislativo através de desenhos de círculos e retas no plano... não, isso não faz o menor sentido), meu celular, minhas olheiras e meu prendedor de cabelo (cujas técnicas, a cada dia que passa, domino mais!). Após a prova ainda assisti mais uma aula, que foi até cerca de 10 da manhã, quando então me preparei para voltar alegremente para casa, onde uma macia, deliciosa e confortável cama me aguardava, ansiosa e lânguida por me receber deitado em seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah sim. Um dos motivos pelos quais eu não havia começado a estudar antes de domingo era um infame trabalho em grupo de Econometria, que estava fazendo com meus queridos amigos Yie Chen e Larissa. Havia feito a parte que me cabia até sábado, de modo que já tinha ficado livre do fardo econométrico. No entanto, lá na PUC, Larissa me lembrou que o computador dela não estava aceitando o software necessário aos cálculos do trabalho e veio choramingar comigo que não estava com ânimos de fazê-lo na faculdade (de fato, fazer trabalhos nos computadores do Departamento de Economia é algo detestável, sempre tem algum professor ou aluno passando, falando, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, legal e simpático como sou, fiz o convite que ela tanto queria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OK, estou pegando o carro para ir para casa agora, se você quiser venha comigo e você faz o trabalho lá no meu computador.&lt;br /&gt;- Mas Marcelinho, não quero te atrapalhar, olhe as suas olheiras, você está precisando dormir...&lt;br /&gt;- Tolinha... E quem disse que não vou dormir com você lá???&lt;br /&gt;(ôôô frasezinha com múltiplos sentidos... hahahahaha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, convite irrecusável esse, não? Não é todo dia que você tem a incrível oportunidade de fazer um magnífico trabalho de Econometria com um sujeito bacana como eu dormindo e babando no travesseiro na sua frente. Definitivamente, não há programa melhor para uma tarde de 2a feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de almoçar (e os que me conhecem pessoalmente sabem que isso não leva menos do que uma hora e meia) e apresentar minha convidada à casa e ao PC que lhe aguardava (essas pessoas que ainda teimam em usar MAC...), tirei meus travesseiros do armário (um para a cabeça, outro para as pernas - os ortopedistas dizem que é ótimo para a coluna) e deitei sorridente, pronto para encontrar meu saudoso amigo Morfeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, não acredito, você não vai ficar dormindo com esse travesseiro entre as pernas, sorrindo desse jeito, enquanto eu fico aqui fazendo essa porcaria. Quando uma pessoa visita a minha casa, eu ofereço pães de queijo... era o que você devia fazer agora.&lt;br /&gt;- Ótimo saber disso, já sei que serei bem tratado da próxima vez que lhe visitar. Agora, com licença, Morfeu e doces sonhos me esperam.&lt;br /&gt;- Caramba, NÃO DÁ para alguém dormir no mesmo quarto em que uma visita está fazendo um trabalho para o SEU grupo da faculdade!!! Isso é completamente inaceitável, deselegante, deseducado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, antes que ela terminasse a frase, eu já estava dormindo. Obviamente, só tomei conhecimento da parte relativa ao deselegante e deseducado depois que acordei, quando a história me foi recontada por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um sono digno dos deuses. Nunca uma dormida de 2a à tarde havia sido tão boa (e eis que aqui lhes fala a voz da experiência). A única coisa ruim das cochiladas após o almoço é a forma como você acorda depois: uma sensação horrível de quem acabou de comer um boi inteiro (pois é, posso garantir que mesmo os que não comem carne também sentem isso). Surpreendentemente, acordei profundamente descansado e relaxado, como há muito eu não via (semana de provas dá nisso). Mesmo a cortina a Larissa fez o favor de abaixar, de modo que o quarto se encontrava naquela "meia penumbra" ideal para o sono vespertino. Muito gentil essa menina! E o melhor de tudo, o trabalho de Econometria estava praticamente pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma 2a feira extremamente produtiva. Sugeri à Larissa que este ritual fosse repetido toda semana. Por alguma razão que não consigo compreender, ela não gostou muito da idéia. Em vez disso, ela está agora em Paris, aguentando aqueles franceses chatos e fedorentos. Humpf, tem gente que não sabe mesmo se divertir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-108916483230755476?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/108916483230755476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=108916483230755476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108916483230755476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108916483230755476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/07/dormindo-com-algum-te-olhando.html' title='Dormindo com alguém... te olhando'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-108777867668485825</id><published>2004-06-20T21:39:00.000-03:00</published><updated>2004-06-20T21:50:24.113-03:00</updated><title type='text'>Pausa</title><content type='html'>Devido a razões pessoais e acadêmicas, infelizmente este blog terá que passar por uma pausa de 2 semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este período também me desligarei de outras atividades "internéticas", como emails, visitas a blogs e fotologs alheios, Yahoogrupos, ICQ e ao recém-descoberto Orkut. Por ter ficado só na sacanagem durante todo este período, essas próximas 2 semanas serão uma loucura total e vou precisar manter o PC desligado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem me mandou emails nessa última semana, não se preocupe, estão todos devidamente salvos no meu Outlook :) . No início de julho darei uma organizada geral lá e respondo todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro, quem precisar falar comigo com mais urgência pode sempre ligar para minha casa ou para o meu celular!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-108777867668485825?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/108777867668485825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=108777867668485825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108777867668485825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108777867668485825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/06/pausa.html' title='Pausa'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-108718572683955015</id><published>2004-06-14T00:39:00.000-03:00</published><updated>2004-06-14T14:22:02.386-03:00</updated><title type='text'>Símbolos e outras coisas</title><content type='html'>O assunto "símbolos" surgiu em algumas ocasiões nestes últimos dias, em alguns papos que tive com a &lt;a href="http://conjecturasrefutadas.blogspot.com" target="_new"&gt;Aninha&lt;/a&gt; e o Damasceno (se você não sabe quem eles são, é porque não olhou o blog direito... Tsc tsc tsc. Há fotos dos dois em um link em meu profile. OK, já sei, você está com preguiça de ir lá. Então clique &lt;a href="http://geocities.yahoo.com.br/marcelo_2112/" target="_new"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Mas vê se não acostuma)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos nós três sentados em um café qualquer da &lt;a href="http://www.puc-rio.br" target="_new"&gt;PUC&lt;/a&gt;, quando, sabe-se lá porque, o assunto "flores" entrou no meio da conversa. Sinceramente não me lembro quem enfiou o tema no meio do papo primeiro. Mas nosso querido Dama foi logo dando sua opinião: &lt;i&gt;"Esse negócio de flores não tem nada a ver. Maior babaquice, nego dá flores como se isso significasse lá grandes coisas, amor, carinho, afeto, felicidade ou outra besteira. Vale muito mais ser carinhoso com minha namorada do que ficar dando esses presentes fajutos aí. Até hoje não comprei flores para ela. Só dei aquelas de catar no chão, quando você está passeando no bosque e tal. E outra, a flor uma hora morre. E aí? Então quer dizer que aquilo que elas simbolizam acabou também?"&lt;/i&gt;. Logo que ele falou isso, me lembrei de uma ocasião em que comprei um buquê de margaridas para uma namorada minha e, depois de todo aquele nhem-nhem-nhem tradicional de "Oh, meu Deus, que lindo, você é um amor, Marcelo", ela vira e me solta: "São mesmo lindas!!! Pena que daqui a 3 dias estarão todas murchas e mortas...". Um amor, não? Só de birra, as tais margaridas ficaram uns 5-6 dias vivas. E o namoro mesmo acabou murchando só alguns meses depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"COMO ASSIM FLOR É BABAQUICE?!?!?!!?!?! GAROTO, QUAL O SEU PROBLEMA???"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, logo que Damasceno falou isso, deparou-se com a &lt;i&gt;fúria de Aninha&lt;/i&gt;. A &lt;i&gt;fúria de Aninha&lt;/i&gt; é algo curioso. Ela não faz cara feia, não diz impropérios ou coisa do gênero; em geral, apenas solta uma ou duas frases e esboça um sorriso amarelo que  só Aninha sabe dar. E você se sente o cara mais babaca do mundo. Digo isso porque já passei pela experiência de lidar com a &lt;i&gt;fúria de Aninha&lt;/i&gt; antes. É terrível. Mas tem uma pessoa no mundo que consegue enfrentá-&lt;i&gt;la&lt;/i&gt; muito bem. Aliás, não só enfrenta como ri d&lt;i&gt;ela&lt;/i&gt;. Sim, essa pessoa é o Damasceno. Ele riu da expressão amarela de Aninha e continuou com a sua tese sobre como flores são inúteis e fajutas, que agora já não me lembro mais qual é. É impressionante, alguns dias depois Aninha mandou uma mensagem de celular furiosa para ele novamente, falando do lance das flores. Já eram 11 e pouca da noite. Diz ele que não se deu nem ao trabalho de responder. Apenas riu e foi dormir. Cara, que inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, fúrias de Aninha à parte, não consigo entender o motivo de as pessoas hoje em dia criticarem tanto os símbolos de uma forma geral, estejam eles envolvendo valores sociais, culturais ou religiosos. Para mim isso parece coisa de gente que adora sair por aí enaltecendo a beleza da racionalidade humana e não dá valor a nada que não seja comprovado cientificamente. Hoje em dia tem bispo indo a televisão chutar imagem de santa, gente dizendo que usar aliança de compromisso é a coisa mais ridícula e artificial do mundo ou que dar flores simbolizando amor é hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê tanta implicância com esses tipos de objetos e atitudes? No fundo dá pra perceber que as pessoas realmente dão valor ao puro simbolismo de certos objetos. Pegue o caso das flores, por exemplo. Sério, nunca me deparei com alguma garota que não gostasse de flores, ou que não se derretesse ao ganhar um imenso buquê colorido. Isso vale desde a menina mais paty-cor-de-rosa à garota mais dark-gótica-black-metal-satânica do mundo. Ainda sustento a tese de que até a mulher do Diabo deve gostar delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se símbolos não fossem importantes, não haveria milhões de cruzes penduradas nas salas de tantas casas ao redor do mundo. Flores ainda têm a desculpa de serem bonitas e cheirarem bem. São o máximo para melhorar a decoração da casa. Agora, não me venham dizer, por exemplo, que o mesmo se aplica a uma cruz com um homem crucificado em cima. E o pior é que elas parecem ser mais onipresentes por aí do que os vasos de flores. Estão nas paredes das salas de estar, nas salas de colégios e faculdades, nas igrejas (duh!) e algumas vezes até nos pescoços das pessoas. Sim, você nunca tinha se dado conta da quantidade de cadáveres andando pendurados por aí, não é mesmo? Para quem não compartilha da fé católica, pode ser algo extremamente irritante. Digo isso por experiência própria. Não tem coisa no mundo mais "corta-clima". Imagine só, você está lá, numa boa, assistindo sua aula ou almoçando na mesa da sala. De repente olha para cima e se depara com um homem ensagüentado de aspecto cadavérico, morrendo semi-nu, todo esfarrapado e pregado no alto de uma cruz de madeira. Cara, depois que você olha para uma coisa dessas é angustiante continuar na sala tentando prestar atenção na aula ou prosseguir com a refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, há milhões desses cadáveres espalhados pelo mundo. Se o que está por trás disso não é a beleza, é porque o dito cujo deve ter lá o seu valor. E, apesar do tom do parágrafo anterior, eu respeito isso pra caramba. Tenho certeza de que minha simples aversão à cena é de uma magnitude infinitamente menor do que aquilo que o morto representa para as pessoas que compartilham da religião em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem nisso, e por favor pensem duas vezes também antes de criticar qualquer tipo de manifestação não-racional que vocês não acreditem ou compreendam. Para quem não tem aquilo no coração, é muito mais fácil ignorar, passar por cima ou aprender a lidar e conviver com isso. É melhor do que tocar na ferida dos outros, que sempre dói mais do que na nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se chama tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim. E nunca digam para uma mulher que flor é uma grande babaquice. Especialmente à Aninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana me deparei com um dos textos mais engraçados que já li em muito tempo na net. Infelizmente, só quem gosta ou está minimamente familiarizado com o que seja &lt;a href="http://homepage.ntlworld.com/cathy.hawkes/what.htm" target="_new"&gt;black metal&lt;/a&gt; irá entendê-lo. Por isso, em vez de colar o texto aqui, limitei-me a colocar um &lt;a href="http://geocities.yahoo.com.br/marcelo_2112/blackmetal.htm" target="_new"&gt;link&lt;/a&gt;. Basicamente, é uma tiração de sarro com o black metal, falando de suas 101 leis "fundamentais". Pegue o texto e mande para todos os fãs do gênero que você conhece, é de rolar de rir! (OK, usar uma expressão como essa possivelmente infringe a primeira lei do texto... hehehehe)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente eu detesto esses testes de Internet, do tipo "Qual bicho de pelúcia você foi na última encarnação?" ou &lt;a href="http://www.woofie.hpg.ig.com.br/daltony/" target="_new"&gt;"Que faceta do Daltony você é?"&lt;/a&gt; (tá, tudo bem, esse aí é bacana... hehehehe). Mas nessa de ficar visitando blogs de pessoas aleatórias, me deparei com um realmente criativo e com perguntas bem boladas. É o &lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-test.mv" target="_new"&gt;Dante's Inferno Hell Test&lt;/a&gt;, que parece medir o nível de "impureza" das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só fiquei profundamente decepcionado com o meu resultado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Dante's Inferno Test has sent you to &lt;i&gt;the First Level of Hell - Limbo!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Here is how you matched up against all the levels:&lt;br&gt;&lt;table cellspacing="1" style="margin: 5px; background-color: #000000; border: none; font: 10pt arial, verdana, 'sans serif';"&gt;&lt;tr style="font: bold 12pt arial, verdana, 'sans serif'; text-align: center; color: #ffffff; background-color: #333333;"&gt;&lt;th&gt;&lt;b&gt;Level&lt;/b&gt;&lt;/th&gt;&lt;th&gt;&lt;b&gt;Score&lt;/b&gt;&lt;/th&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #220033; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#0" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Purgatory&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Repenting Believers)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #3344bb; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Very Low&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #110022; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#1" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 1 - Limbo&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Virtuous Non-Believers)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #ff1133; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;High&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #220011; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#2" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 2&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Lustful)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #4466dd; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Low&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #330011; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#3" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 3&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Gluttonous)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #aa33aa; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Moderate&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #440011; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#4" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 4&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Prodigal and Avaricious)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #3344bb; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Very Low&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #550011; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#5" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 5&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Wrathful and Gloomy)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #ff1133; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;High&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #660011; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#6" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 6 - The City of Dis&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Heretics)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #aa33aa; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Moderate&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #770011; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#7" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 7&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Violent)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #aa33aa; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Moderate&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #880011; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#8" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 8- the Malebolge&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Fraudulent, Malicious, Panderers)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #aa33aa; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Moderate&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="background-color: #990011; color: #eeeeee;"&gt;&lt;td style="padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-information.html#9" style="color: #ff3344; text-decoration: underline;"&gt;Level 9 - Cocytus&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (Treacherous)&lt;/td&gt;&lt;td style="color: #aa33aa; background-color: #333333; padding: 4px;"&gt;&lt;b&gt;Moderate&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;br&gt;&lt;b&gt;Take the &lt;a href="http://www.4degreez.com/misc/dante-inferno-test.mv"&gt;Dante's Inferno Hell Test&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; PORRA !!!!! &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limbo é sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti-me um ser terrivelmente bom. O pior é que "Virtuous Non-Believers" até combina comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra piorar, a menina que tem &lt;a href="http://jezebeldeva.blogspot.com" target="_new"&gt;o blog&lt;/a&gt; no qual encontrei esse teste foi banida para o sétimo (!!!) nível do inferno. Não é à toa que o blog dela se chama "My Dark Realm". Eu só não entendi como o blog de uma pessoa tão maligna pode ter um template tão rosa e bonitinho, com direito até a urso de pelúcia. Um dia ainda pergunto pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me revolta é que um caçador de dragões devia ser banido, no mínimo, para o nível 4 do Inferno, e não passar a eternidade no limbo, que deve ser insuportavelmente chato. Olhem para o &lt;a href="http://www.zenigata.org/djmayhem/power/cover/dreamevil-dragonslayer.jpg" target="_new"&gt;naipe de um caçador desse tipo&lt;/a&gt;. Bah, com certeza lá ele não vai encontrar mulheres sensuais vestidas com mini-saias vermelhas, nem dragões ou power metal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa deve ser toda do &lt;a href="http://www.darklyrics.com/lyrics/dreamevil/dragonslayer.html#10" target="_new"&gt;H.M.J&lt;/a&gt;, sim, esse safado do &lt;a href="http://www.darklyrics.com/lyrics/dreamevil/dragonslayer.html#10" target="_new"&gt;H.M.J&lt;/a&gt;. Tudo por causa dessa sua maldita  (na verdade bendita) "Flying V" abençoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar esse megapost metal-maligno, gostaria de informar a todos que estou publicando o texto ao som de "Angel in Black", do Primo Feio. Sim, aquecendo as turbinas para o show de 3a feira no Canecão :)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-108718572683955015?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/108718572683955015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=108718572683955015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108718572683955015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108718572683955015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/06/smbolos-e-outras-coisas.html' title='Símbolos e outras coisas'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-108657482822989054</id><published>2004-06-06T23:19:00.000-03:00</published><updated>2004-06-07T00:59:11.490-03:00</updated><title type='text'>Privilegiadas</title><content type='html'>Minha fisioterapeuta-RPGista-guia-mentora-gurua Luciana tem um cabelo fantástico. É um daqueles encaracolados enormes que chegam quase até a cintura. E não é um "quase até a cintura" de uma mulher baixinha não, ela deve ter pelo menos uns 1,65-1,70m de altura. A dita cuja ainda é magra, o que só faz com que suas enormes mechas chamem ainda mais a atenção. Ele nem se encaixa naquele exemplo clássico de cabelo bacana, que seria o muito longo e muito liso. Mesmo assim, é daqueles que você olha e fica um bom tempo admirando, antes de retornar ao planeta Terra novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite dessas, quando voltava para casa depois de um dia de trabalho, ela acabou dividindo o elevador de seu prédio com uma velhinha e sua enfermeira. Uma daquelas velhinhas clássicas, a típica vovó da televisão: pequenininha, gordinha, cara redonda e cabelos brancos (não, ela não era uma dessas senhoras que fica pintando cabelo por aí. Tem coisa mais ridícula do que velhinhas de cabelo verde?). As duas já estavam no fundo do elevador quando ela entrou, quase encostadas na parede. Depois de apertar o botão de seu andar, minha gurua ficou de pé em frente à porta e de costas para ambas, até porque o elevador era minúsculo e não havia mais onde ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter passado um andar, Luciana sentiu algo tocando seu cabelo. Segundos depois, a sensação foi embora. "Devia ter sido só impressão mesmo". O elevador passou por mais um andar, e, de repente, lá estava ela sentindo coisas em seu cabelo de novo. Virou-se subitamente. Ficou surpresa com o que viu: nossa querida e grisalha senhora estava entretídissima com seus fios, apalpando, acariciando e enrolando seus dedos por entre as mechas da fisioterapeuta. Luciana começou a rir: era de certa forma engraçado como a velhinha estava envolvida naquele extravagante exame capilar. A enfermeira, ao se dar conta da cena, soltou um "Hãã?!?!" de surpresa e deu um leve tapa no ombro da pobre velha: "Dona Irene, olhe os modos!!". Dona Irene, ignorando solenemente a bronca da enfermeira, olha para cima (lembre-se, Luciana não é baixinha!) com aquela cara de quem não estava fazendo absolutamente nada de mais, e solta: "Nossa, querida... ele é de verdade?". A Lu caiu no riso: "É sim, senhora". E fez um pequeno gesto para a enfermeira, dizendo que estava tudo bem. Daí Dona Irene começou com um daqueles papos de velhinhas: "Quando eu tinha a sua idade, meu cabelo era bonito e charmoso como o seu! Só que, com o tempo, não tem santo que ajude, né? Hoje em dia só me sobrou isso que você está vendo aqui...". E por aí foi, até que o andar da minha RPGista chegou e ela teve que descer. (Engraçado como as pessoas sempre dizem que estão "descendo" do elevador, estejam elas em processo de subida ou descida. Se é que o ato de "descer" do elevador dependeria do fato de ele estar originalmente subindo ou descendo mesmo... pensando bem, acho que não)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, se você, cidadão comum, virar para uma mulher que não conhece e perguntar se o cabelo dela é de verdade, provavelmente iria escutar uns bons palavrões. E se o dia estivesse chuvoso, talvez até levasse umas (supostamente) merecidas guarda-chuvadas. No entanto, as velhinhas fazem essa pergunta e, por causa de suas caras peculiares e irresistíveis, tudo o que recebem são a própria resposta da pergunta (que era o que você queria em primeiro lugar) e um sorriso que disfarça um "Que gracinha...". Porque velhinhas são simpáticas, inocentes e uns amores de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é tão injusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também sou simpático e um amor de pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando o que me aconteceria se eu saísse por elevadores afora apalpando e acariciando cabelos de mulheres desconhecidas. Acho que só ia levar tapa na cara. E ser xingado de tarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na verdade tudo o que tenho é uma pura e tenra paixão por cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da série "Coisas que até um tempo atrás você nunca se imaginaria escrevendo":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Bom, eu tinha começado a juntar essas coisas nessa caixa há pouco mais de um mês atrás, para lhe dar de presente no dia de seu aniversário. (Afinal, todo nós sabemos que você resolveu não ser fácil e nascer às vésperas do dia dos Namorados. Eu esperava caprichar bem em pelo menos um dos presentes!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou que, depois do 12 de maio, algumas das coisas que eu já tinha colocado aqui e o cartão que estava montando ficaram um pouco fora de contexto, e tiveram que ir para a lata de lixo. De uma forma ou de outra, ainda sobraram aqui dentro algumas coisas que possivelmente terão um mínimo valor prático (NESTE LUGAR DO PAPEL ESTAVA COLADO UM ADESIVO QUE OS LEITORES DESSE BLOG NUNCA VÃO SABER O QUE É... ATÉ PORQUE NINGUÉM ENTENDERIA MESMO). Ou de repente não, sei lá.&lt;br /&gt;No mais, que o seu próximo ano seja melhor do que aquele que passou, que você tenha um ótimo dia de aniversário e o tire para passar com as pessoas de quem você gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidades,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabe que entregar o raio da caixa me fez um bem danado? Eu achava que ia ser bem mais estranho e desconfortável do que realmente foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado bom disso tudo é que ultimamente meus relacionamentos "posteriores" têm se mostrado melhores e mais enriquecedores do que os "anteriores" (falo do meu último em relação ao penúltimo, do penúltimo em relação ao antepenúltimo, etc). Sei que você não pode dar nenhum tipo de qualificação "ordinal" a namoros; o que quero dizer é simplesmente que aqueles que se seguem sempre adquirem um significado maior na minha vida do que aqueles que vieram antes. Não sei se deu pra entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendendo ou não, a moral da história é que, a coisa continuando por esse caminho, mais alguns namoros e, voilà, lá estarei eu casando com uma linda noiva no altar da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou no cartório, caso ela tenha a mesma simpatia em relação ao catolicismo do que eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-108657482822989054?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/108657482822989054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=108657482822989054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108657482822989054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108657482822989054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/06/privilegiadas.html' title='Privilegiadas'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-108571945228408401</id><published>2004-05-28T01:43:00.000-03:00</published><updated>2004-05-29T00:27:01.953-03:00</updated><title type='text'>Estradas e liberdade</title><content type='html'>Sempre tive enorme fascínio por estradas. Provavelmente por culpa de Hollywood, para mim elas sempre foram sinônimo de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando penso em estradas me vem à cabeça aquela tomada aérea de um Maverick dourado, no meio de uma estrada deserta do Texas, a 140 km/h, indo do nada para lugar nenhum. Em seguida, uma tomada de perfil do motorista, que com o vento na cara e seus óculos escuros dá leves balançadas de cabeça ao som de "Roadhouse Blues". Jim Morrison berrando sem parar... "mantenha seus olhos na estrada e suas mãos sobre o volante"... tá bom, como se o motorista realmente se importasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno pensava no dia que tiraria minha carteira, sentaria num carro e colocaria o pé na estrada (esse é um dos clichês mais horríveis que existe). Meu local de destino não teria importância... o que realmente importava era a alta velocidade, o sol no asfalto, o vento e a "Born To Be Wild" tocada em alto volume. Nesta época, meu sonho secreto era passar 3 meses viajando de carro Brasil afora, desde Pantanal, Amazonas e Rio Grande do Sul ao Maranhão, grande terra do seu Bigode, além de ser o local onde nasci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha surpresa, depois que finalmente e imprudentemente o DETRAN me autorizou a sentar diante de um volante, me dei conta de que as coisas não eram tão simples assim. Financeiramente falando então, nem se fala. Rodar alguns milhares de quilômetros em apenas 3 meses envolve um gasto que definitivamente não tenho condições de suportar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, como é de praxe, nem mesmo depois de tirar a carteira pude pegar o carro e ir para a estrada. Com todas as barbeiragens que fiz até ter uns 6-7 meses de direção, não tinha a menor condição de viajar nem mesmo do Rio até Itaipava. Dentre as inúmeras besteiras que fiz, houve desde arranhar o carro em uma árvore do estacionamento da faculdade (ridículo isso) a amassar toda a porta do carona na garagem do meu prédio. Nessa ocasião eu arranquei um pedaço tão grande da parede que caprichando um pouco mais dava para comprometer a estrutura de todo o prédio (hehehehe, calma, é brincadeira). Quem via a porta diria que eu tinha sido porrado por um ônibus, mas no fundo foi tudo fruto de uma inocente manobra feita de madrugada, na volta de alguma dessas saídas com o pessoal. Dá um tempo, eu estava cansado, pô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, depois de ter dirigido até Juiz de Fora em uma viagem ilegal com meus pais, ainda com a carteira provisória, encarei a estrada pela primeira vez sem os ditos cujos no último sábado, dia 22. O pessoal da faculdade organizou um churrasco no sítio em Teresópolis do Tijolo, um dos caras da turma. Pronto, já era, dessa vez não tinha como. Até para não ter que contar com a carona de algum alcoolizado coleguinha na volta, o melhor que eu podia fazer era ir no meu próprio carro mesmo. Meus pais reclamaram menos do que eu esperava. Engraçado, passei os últimos meses escutando a Luísa chiar o tempo inteiro sobre uma viagem a Itaipava que a gente acabou não fazendo, principalmente por causa do lance de dirigir na estrada, e agora que a gente termina eu vou pra Teresópolis... a vida às vezes é verdadeiramente irônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, agora era a horar de tirar a prova, de sentir na pele pelo menos parte do meu sonho de criança livre e rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pra começar, logo antes de sair da cidade do Rio de Janeiro já me acontece algo que corta completamente o clima do dia. Definitivamente não é o tipo de coisa que aconteceria com o piloto do Maverick dourado. Parei em um sinal pouco depois da Quinta da Boa Vista, num daqueles com uma horda de garotos malabaristas. Eles sistematica e planejadamente se distribuíram entre as fileiras de carros e começaram a jogar suas bolas de tênis para o alto. Depois que aquele que estava na frente do meu carro acabou, veio do lado da minha janela, olhou pra minha cara, olhou para o garoto que estava no carro de trás e me solta: "Viu, não falei que era um menino de cabelo de grande, e não uma mulher". E explica para mim: "Pois é, ele tinha falado comigo que era uma mulher"... e depois esboça um amplo sorriso na cara. Vai tomar banho! Que moleque atrevido. E depois ainda teve a cara de pau de me pedir dinheiro!!! Depois dessa fiquei realmente com vontade de colar no meu carro um daqueles adesivos "NÃO tenho dinheiro, NÃO sou seu tio e ODEIO MALABARISTA!!!!" (essa é cruel, mas é ótima também)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do episódio segui meu caminho rumo à Linha Vermelha e à Rio-Teresópolis. Seria hora de pisar fundo e ligar o som BEEEM alto, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, não. Assim que saí da Linha Vermelha e fui subir a Rio-Teresópolis me dei conta de quão inapropriado meu carro era, pelo menos no que diz respeito ao meu fim excuso. Longe de correr em uma mega highway a 140 quilômetros por hora, meu Palio 1.0 passou a maior parte da subida da serra na 2a, ou, no máximo, na 3a marcha. Ao invés de "dono da estrada", que a percorreria  sem sombra de vida animada por perto, vi formar uma fila de carros atrás de mim, todos indignados com minha lentidão e com a impossibilidade de ultrapassagem na serra. A Rio-Teresópolis é uma mão dupla com uma pista de cada lado e repleta de curvas o tempo inteiro. É, meu Palio formava fileiras de carros assim como os infames ônibus lotados do Alto da Boa Vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era só isso. Naquele sábado fazia um frio infernal no Rio. O fato de eu estar na serra só piorava a situação. Assim, nem mesmo o vento na cara eu podia aproveitar, a não ser que quisesse ver minhas bochechas congelarem. Tudo bem, janela fechada então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra completar, nem mesmo meu bom e velho "Born To Be Wild" dava para escutar. Há um tempo atrás tive meu carro arrombado  quando o deixei na rua à noite e na falta do que levar os safados pegaram o meu porta-CDs, que tinha cerca de 60 CDRs dentro. Isso é o que os economistas tipicamente denominam situação ineficiente de Pareto: aqueles funkeiros-pagodeiros-ou-o-que-quer-que-o-valha provavelmente não tiraram muito proveito de uma porrada de cópias de cds de rock e power metal, e eu tive que em plena semana de provas ir levar o carro para consertar a porcaria do vidro e arcar com um prejuízo de 120 reais. Ambos estariam melhores se nada disso tivesse acontecido, não é mesmo? Por causa disso, tudo o que eu tinha no carro agora era um bando de CDs de "happy metal lalala" da Luísa (ou metal melódico para os fãs do gênero), além de um CD de folk metal espanhol de uma banda chamada "Mägo de Oz". Bom, já que não dava para escutar Steppenwolf, e metal lalala definitivamente não combina com estradas, o jeito era ficar escutando as flautas e os violinos felizes do Mägo mesmo. É, no final das contas a coisa não chegou nem perto de ser como eu imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas pelo menos fui de carro, e não de ônibus ou carona. Então dane-se, tenho mais é que agradecer mesmo, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, esquece Sato. Não vou emprestar o carro para vocês irem encher a cara na Octoberfest daqui há alguns meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia falar sobre a passada na Via Show que eu, Roberta, Rafael e André demos na volta de Teresópolis, mas o post já está grande demais e essa história também está fora de contexto. Deixa pra lá então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vindo bem a calhar, eis o pensamento da semana, para aqueles momentos em que você estiver insatisfeito com a vida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nasci pelado, careca e sem dente.&lt;br /&gt; O que vier é lucro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo não deixa de ser verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até semana que vem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-108571945228408401?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/108571945228408401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=108571945228408401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108571945228408401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108571945228408401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/05/estradas-e-liberdade.html' title='Estradas e liberdade'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7032581.post-108518640972563227</id><published>2004-05-21T21:36:00.000-03:00</published><updated>2004-05-21T21:40:09.726-03:00</updated><title type='text'>Descab.... oooopa! Inaugurando o blog...</title><content type='html'>Até eu me espantei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, eu, que mal tenho paciência de visitar os blogs de amigos meus, resolvi criar um também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, a Larissa deve estar rindo horrores. E ela vai me encher MUITO, mas MUITO o saco com essa história de blog, tenho certeza disso. Vivo implicando com a pobrezinha em relação ao fato de ela ter um daqueles blogs reflexivo-filosóficos. Acho esses blogs simplesmente insuportáveis. As pessoas tornam públicos seus pensamentos mais profundos acerca de questões fundamentais como o tempo, a vida, o amadurecimento, as amizades, o amor... que chatice! Além disso, por alguma razão sinto-me extremamente constrangido em ficar lendo aquelas coisas que de alguma forma são super privadas e íntimas daquele que as escreveu. EU SEI que o autor as tornou públicas, e porque quis. Mesmo assim, não consigo deixar de sentir isso. Bah, divertido mesmo é ler sobre as merdas que as pessoas fazem bêbadas sábado à noite. Esses blogs são legais. O do meu amigo Sato é um ótimo exemplo disso, se bem que de uns tempos pra cá ele andou perdendo a paciência de postar coisas bacanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei direito qual vai ser exatamente o futuro disso, o que eu quero é simplesmente ter um espaço para escrever, e talvez ser lido. "Porra Bahia, mas você vive dizendo que ODEIA escrever!" . É, só que acho que escrever é um hábito que eu devia cultivar mais, as pessoas até me dizem que não escrevo mal, mas sou super travado quanto ao ato em si. Quando tenho que redigir qualquer trabalho para a faculdade, ou escrever um artigo qualquer (mesmo sobre um assunto que domino), levo decênios para pensar em como escrever a primeira linha. Parece que quando olho para aquele enorme espaço em branco na tela do computador meu cérebro sofre um blackout. Aquela enorme mancha branca parece me encarar, rindo e perguntando "E agora mané, o que você vai fazer?". Na maioria das vezes, ignoro a afronta e vou para a cozinha comer alguma coisa (alguma coisa é muitas vezes sinônimo de algum derivado de arroz integral... hehehehe). Quando volto, já perdi o fio da meada. Aí já era. É melhor desligar o PC e ir fazer outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que, quando estou chateado ou com a mente confusa, gosto de sentar e escrever sobre o assunto no infame Bloco de Notas do Windows. Nessas ocasiões, o enorme buraco branco na tela não é problema. Pelo contrário, minha cabeça é tomada por um imenso brainstorm, que é inclusive muito mais rápido e intenso que meus dez dedos das mãos. Às vezes, em um impulso, resolvo mandar meus textos para alguém que julgue devido, ou para mais de uma pessoa, que fica surpresa com aquele mega-email-testamento em sua caixa de entrada. Isso às vezes pode ser constrangedor, principalmente naquelas ocasiões em que você só entrou no email rapidinho para baixar um arquivo em anexo qualquer... aí vem aquele seu amigo e lhe envia um livro para ler. Você não vai poder responder agora, mas já vai sabendo que, da próxima vez que logar na sua conta, terá aquele texto monstruoso para ler e, possivelmente, responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é daqueles que acha que blogs são coisas inúteis e idiotas que deviam ser abolidas da face da Internet, bem, pense assim, pelo menos esse aqui vai evitar esse tipo de constrangimento novamente. Olha que bacana! Prometo que, da próxima vez que tiver um desses brainstorms loucos, publicarei aqui. E quem não quiser ler, comentar, responder ou qualquer coisa que o valha, finja que não passou por este endereço ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é disso que esse espaço será feito, antes que você vá embora para nunca mais voltar. Falarei também sobre "as merdas que as pessoas fazem bêbadas sábado à noite", por mais que todos já estejam carecas de saber que larguei o álcool no alto dos  meus 16 anos. Pô, tem certas coisas que merecem ser contadas. Pegue, por exemplo, meu último sábado. Estava claro na minha cabeça que não ficaria em casa sob hipótese alguma, visto que terminei meu namoro na 4a feira e nada mais deprê do que passar o primeiro sábado à noite de solteiro dentro de casa. Na 3a feira, por acaso, havia "pré-marcado" um cinema com uma amiga minha para o sábado. Ia ser bem legal, até porque eu não saía direito com ela já há algum tempo, pelo menos desde que eu havia começado a namorar a Luísa. Mas aí eis que na 6a à noite, conversando com outro amigo meu que não via há decênios, Rafael, ele me fala que estava com um convite para o Coca-Cola Vibezone sobrando. Com ele então, devo ter saído umas 4 vezes nos últimos 12 meses, no máximo. E geralmente é bem legal ir para festas com ele, só faltam oportunidades, devido ao fato de eu ou ele estarmos volta e meia namorando, etc. A última vez que a gente tinha caído na "farra" sozinhos foi na lendária "festa do colar" na Vila da Penha, que tanta gente me enche o saco até hoje. Nego fala, fala, mas o Vibezone não tava muito pior do que aquilo não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar a censura do evento era 14 anos. Já dava pra sacar que toda a molecada frustrada que não pode entrar em boate ia correr pra lá. Cheio de adolescentes de 15-16 anos... (e que ninguém se atreva a fazer piadinhas comigo relacionadas a pedofilia, Michael Jackson, etc!). Cara, logo que nós entramos nos deparamos com um moleque que devia ter NO MÁXIMO 11 anos ficando com uma menina de 14. SEM NOÇÃO! O garoto tava praticamente sendo iniciado no negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo virou um charco, porque caiu um toró no Rio de Janeiro naquela noite e muita gente simplesmente desistiu de ir se sujar lá. Os cambistas tomaram legal, os ingressos que na noite anterior eram negociados a 80 reais caíram para 10 no sábado. Por incrível que pareça, fiquei até depois de 4 da manhã no lugar. No início todo mundo ficava cheio de merda com a lama, mas no final estavam todos pulando e se sujando numa boa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta foi no mínimo uma das situações mais queima-filme que já passei. Antes de entrar no carro nossas meias foram direto para o lixo, e embalamos os tênis num saco plástico. Acabei dirigindo descalço mesmo. A calça do Rafael estava um nojo, e pra não sujar o carro ele resolveu tirar ela também. SIM, isso mesmo, fui do Recreio à Tijuca com um homem de cuecas no meu banco de carona!!! Ainda bem que não fui parado em nenhuma blitz... heheheehe... como é que eu ia explicar pro guarda? Huahuahauahauaha! Mas o engraçado foi na hora de deixá-lo em casa, já eram 6 e cacetada da manhã... imagine a essa hora um sujeito saindo todo apressado pela rua de cuecas, correndo para entrar no prédio de uma vez... Isso porque o prédio dele tem câmeras de seguranças na entrada, que registram tudo que passa lá... hahahaha. E se quando ele estivesse no elevador entrasse uma daquelas velhinhas indo para a missa das 7 da manhã de domingo, imagine o susto que a pobre coitada ia levar... hehehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bah, esse post está muito grande, é melhor parar por aqui. Devo escrever novamente dentro de alguns dias. Enquanto isso, divirtam-se &lt;a href="http://www.thefallenangel.org.uk/penguinblood.swf"&gt;arremessando pinguins a distância &lt;/a&gt;( cuidado, esse negócio realmente vicia! )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Agradecimentos ESPECIALÍSSIMOS a Larissa, que teve tanta paciência em criar o espaço para commments e mexer no template para mim (sou um zero à esquerda no assunto!). Obrigado mesmo menina :-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7032581-108518640972563227?l=themadmacrobiotic.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/feeds/108518640972563227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7032581&amp;postID=108518640972563227' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108518640972563227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7032581/posts/default/108518640972563227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://themadmacrobiotic.blogspot.com/2004/05/descab-oooopa-inaugurando-o-blog.html' title='Descab.... oooopa! Inaugurando o blog...'/><author><name>Bahia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08947554632166129790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/125/4051/400/bahia.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
